A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Rafael Dias Simões, o sexto suspeito de envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, assassinado a tiros em Praia Grande na segunda-feira (15). A Polícia Civil já havia solicitado a prisão de outros cinco suspeitos, sendo que dois foram presos e três continuam foragidos. Parte dos suspeitos foi identificada por material genético encontrado em um dos carros abandonados após o crime. A investigação apura se o assassinato foi motivado pelo histórico de combate ao crime organizado de Ferraz ou por sua atuação atual como secretário na Prefeitura de Praia Grande. A polícia não descarta a participação de agentes de segurança no crime, e equipes do DHPP e do Deic conduzem a força-tarefa.

Foto: reprodução/redes sociais
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A Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira (19) a prisão temporária do sexto suspeito de envolvimento no assassinato de Ruy Ferraz, ex-delegado-geral de São Paulo. O homem identificado é Rafael Dias Simões, de 43 anos.

O pedido partiu da Polícia Civil, que já havia solicitado a prisão temporária de outros cinco suspeitos. Entre eles, dois já foram presos e três estão foragidos. Ruy Ferraz foi morto a tiros em uma emboscada na segunda-feira (15), em Praia Grande, litoral paulista.

Suspeitos com prisões decretadas:

Da esquerda para a direita, Felipe Avelino da Silva, Flávio Henrique Ferreira de Souza, Luis Antonio Rodrigues de Miranda e Dahesly Oliveira Pires (Foto: Divulgação/Polícia Civil SP)

  • Felipe Avelino da Silva (Mascherano) – foragido; DNA encontrado em um dos carros usados no crime; possui antecedentes por roubo e tráfico de drogas.

  • Flávio Henrique Ferreira de Souza – foragido; DNA encontrado em um dos carros.

  • Luis Antonio Rodrigues de Miranda – foragido; suspeito de ordenar que uma mulher buscasse um dos fuzis.

  • Dahesly Oliveira Pires – presa na quinta-feira (18); suspeita de ter buscado um dos fuzis; defesa informou que não vai se pronunciar neste momento.

  • Luiz Henrique Santos Batista (Fofão) – preso nesta sexta-feira (19); teria auxiliado na logística da fuga

Luiz Henrique Santos Batista (Fofão)

Além desses, o DHPP investiga Fernando Gonçalves dos Santos (Azul ou Colorido), apontado como um dos chefes do PCC na Baixada Santista, por possível participação no crime.

Investigação e detalhes do crime

Segundo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, pelo menos seis criminosos encapuzados participaram da execução, conforme imagens das câmeras de segurança. Os suspeitos fugiram em seguida, e a polícia ainda busca identificar o mandante e quem efetivamente atirou no ex-delegado.

Parte dos suspeitos foi identificada através de material genético encontrado em um dos carros abandonados após o crime, mas a participação individual de cada um ainda está sendo investigada. “Ainda é cedo para apontar qual o papel deles no crime”, afirmou Derrite.

O secretário destacou que a dúvida principal é se a execução foi motivada pelo histórico de combate ao crime organizado de Ruy Ferraz ao longo da carreira ou pela sua atuação atual como secretário na Prefeitura de Praia Grande.

Equipes do DHPP, em conjunto com agentes do Deic, conduzem a força-tarefa. Na quarta-feira, a mãe e o irmão de um dos suspeitos foram ouvidos, e oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços da capital e da Grande São Paulo.

O ex-delegado, de 64 anos, tinha histórico de combate à facção criminosa e participou da prisão de Marcola, líder do PCC. A principal linha de investigação aponta ação do PCC em represália, mas a polícia também não descarta eventual participação de agentes de segurança no caso.

Quem tiver informações sobre os foragidos pode entrar em contato com o Disque-Denúncia (181).

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