Os suplementos alimentares têm ganhado cada vez mais espaço no dia a dia das pessoas.

Essa procura crescente acontece, em grande parte, entre praticantes que desejam melhorar o desempenho e alcançar seus objetivos de forma mais eficiente.

A nutricionista esportiva Letícia Brun, comenta que diferente do que a maioria das pessoas pensam, os suplementos não são usados para “substituir” refeições, e sim, complementar quando a dieta por si não consegue fornecer todos os nutrientes na quantidade adequada.

Suplementos também não substituem remédios. São produtos diferentes, para serem usados com diferentes objetivos. Ambos precisam de prescrição de médicos especialistas ou nutricionistas, no caso de suplementos.

Suplementos (redes sociais)
Suplementos (redes sociais)

Os suplementos alimentares têm ganhado cada vez mais espaço no dia a dia das pessoas, tanto pela influência das redes sociais quanto pela facilidade de acesso às informações.

Essa procura crescente acontece, em grande parte, entre praticantes que desejam melhorar o desempenho e alcançar seus objetivos de forma mais eficiente.

A nutricionista esportiva Letícia Brun, comenta que diferente do que a maioria das pessoas pensam, os suplementos não são usados para “substituir” refeições, e sim, complementar quando a dieta por si não consegue fornecer todos os nutrientes na quantidade adequada.

“Muitas pessoas em consultório me perguntam: Nutri, suplementos funcionam, é necessário? Ea resposta é: depende, pois quando usados de maneira correta, com indicação de um profissional nutricionista e em situações específicas (praticantes de atividade física, em atletas, pessoas com carências nutricionais ou necessidades especiais), eles corrigem, melhoram e potencializam ainda mais”, destaca Letícia.

Letícia Brun, nutricionista esportiva

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Suplementos alimentares não são medicamentos e, por isso, não servem para tratar ou curar doenças de forma medicamentosa mas vale lembrar que um estilo de vida saudável, dieta em dia com suplementos adequados, atividades físicas e horas de sono regulares podem ajudar a previnir ou reduzir os riscos de contrair alguma enfermidade.

“Se utilizados sem orientação, muitas vezes não fazem diferença, a pessoa estará jogando dinheiro fora ou até podem prejudicar a saúde, se suplementados em excesso”, explica a nutricionista.

O processo de aprovação de um suplemento alimentar

Os suplementos alimentares são dispensados de registro no Ministério da Saúde, conforme a RDC nº 240/2018 – Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

No entanto, toda empresa fabricante deve atender às obrigatoriedades e exigências da Vigilância Sanitária local, Corpo de Bombeiros e demais órgãos competentes para a expedição do alvará e da licença de funcionamento. Isso inclui a adoção de Boas Práticas de Fabricação e Higiene, uma vez que se trata de um produto alimentício.

“Ao lançar um suplemento alimentar, os ingredientes (ativos), informações técnicas e tabela nutricional presentes no produto devem estar devidamente autorizados pela Anvisa, de acordo com a RDC vigente e as diretrizes do sistema Power BI. Essas informações precisam constar de forma clara no rótulo, respeitando os limites mínimos e máximos estabelecidos para cada nutriente, conforme a faixa etária à qual o produto se destina”, afirma o CEO da Fresh Nutrition, Willian Simoni.

Willian Simoni, CEO da Fresh Nutrition

Além disso, antes de ser disponibilizado no mercado, o suplemento deve ser protocolado junto à Anvisa.

Diferença entre tomar remédio ou suplemento

A diferença principal é a finalidade de ambos. Os medicamentos têm como objetivo tratar, prevenir ou curar doenças, enquanto suplementos são para complementar e fortalecer a dieta, fornecendo nutrientes para pessoas saudáveis que precisam complementar sua ingestão diária.

Medicamentos passam por rigorosos testes de segurança e eficácia para tratar condições de saúde e inclusive, só devem ser tomados com prescrição médica.

Já os suplementos alimentares são regulados como alimentos e só podem alegar benefícios funcionais e fisiológicos, não terapêuticos. Os suplementos também devem ser indicados por um profissional, seja nutricionista ou médico.

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