As prisões temporárias foram cumpridas por agentes da DHC em diversos bairros das zonas Norte e Oeste da cidade. Também foram executados mandados de busca e apreensão.

Oito são presos por envolvimento na morte de torcedor do Vasco no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu neste sábado (20) oito suspeitos de envolvimento na morte de Rodrigo José da Silva Sant’anna, torcedor do Vasco assassinado a tiros no bairro de Oswaldo Cruz, na zona Norte da capital, no último dia 11. Entre os detidos está o presidente de uma torcida organizada, conforme informou a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela investigação.

As prisões temporárias foram cumpridas por agentes da DHC em diversos bairros das zonas Norte e Oeste da cidade. Também foram executados mandados de busca e apreensão.

Suspeitos identificados

Os presos foram identificados como Tiago de Souza Câmara Mello, o “Boinha”; Eduardo dos Santos Pereira, o “Dudu”; Gabriel Alexandre Sequeira Alves de Araújo, o “GB”; Gabriel Victor da Silva Carqueija, o “Hamburgão”; João Pedro dos Santos Campos, o “JP”; Paulo Victor Aguiar Santana, o “PV”; Rafael Francisco dos Santos, o “Fael”; e Thiago Faria da Silva Trovão, conhecido como “Monstrinho”.

Todos são apontados como participantes de uma emboscada organizada contra torcedores rivais. A vítima, segundo a polícia, foi atacada por integrantes de uma torcida de um terceiro clube, sem ligação com a partida entre Vasco e Botafogo, que ocorria naquele dia.

Crime com motivação “abjeta”

De acordo com as investigações, os suspeitos se articularam previamente com o objetivo de agredir outros torcedores. A motivação do crime foi classificada pelos investigadores como “fútil, abjeta e primitiva”.

Testemunhas relataram que o grupo lançou fogos de artifício antes de efetuar pelo menos quatro disparos contra Rodrigo e seus colegas. Um dos tiros atingiu a vítima, que não resistiu.

Câmeras de segurança próximas ao local registraram toda a ação. As imagens auxiliaram a Polícia Civil na identificação dos envolvidos e embasaram os pedidos de prisão, autorizados pela Justiça.

As investigações continuam para apurar se outros integrantes da quadrilha participaram do ataque.

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