O projeto de anistia da base bolsonarista não inclui Carla Zambelli, presa na Itália por invasão ao sistema do CNJ. A proposta abrange apenas crimes antidemocráticos de 2019 em diante. Líderes do PL reforçaram apoio político à deputada, que permanece em prisão preventiva na Itália até decisão sobre extradição.
O projeto de anistia defendido por parlamentares da base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não contempla a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa na Itália. Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o auxílio de um hacker.
O texto em discussão no Congresso prevê perdão para todos os condenados pelo STF por crimes contra a democracia ocorridos de 2019 até o momento. No entanto, a condenação de Zambelli não se enquadra nesse critério, pois não é considerada um crime antidemocrático.
Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, confirmou que a deputada não seria beneficiada pelo projeto, mas ressaltou que ela também foi alvo de perseguição política pelo ministro Alexandre de Moraes. Cavalcante defendeu a liberdade de Zambelli ao jornal O Globo.
A deputada está detida na Itália há cerca de dois meses, após fugir do Brasil e permanecer foragida na Europa. A justiça italiana determinou sua prisão preventiva até a decisão sobre o processo de extradição.
Na sexta-feira (19/9), senadores da base bolsonarista, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES), visitaram Zambelli na prisão, reforçando apoio político à parlamentar.
