Foto: reprodução/redes sociais
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Um perito particular examinou os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira e Rafael Juliano Marascalchi. O pedido por um laudo independente ao Instituto Médico Legal (IML) de Umuarama foi feito por duas das quatro viúvas deixadas pelo crime de Icaraíma.

Informações exclusivas revelam que, ao contrário do que as famílias acreditavam, os amigos foram realmente executados enquanto se dirigiam ao pesqueiro dos Buscariollo. Os cadáveres estavam bem preservados, devido ao terreno argiloso e à cobertura de árvores em que foram enterrados, que proporcionaram um ambiente úmido, mantendo os corpos em excelentes condições para a autópsia.

Relatos de fontes locais indicam que Alencar de Souza, o contratante, dirigia o veículo, ao lado de Diego Afonso. No banco de trás, estavam sentados Rafael Marascalchi e Robishley. A reconstrução da cena foi possível graças a uma testemunha ocular. No dia 5 de agosto, os Buscariollo teriam ido a uma padaria encontrar os amigos e pediram que eles os seguissem até o pesqueiro. A câmera de segurança no local os filmou às 10 da manhã. Estima-se que meio-dia eles já estivessem mortos. Antes mesmo de chegarem à chácara, perto da igreja, onde os corpos foram enterrados, os amigos foram fuzilados por capagangas.

Alencar e Diego nem chegaram a sair do carro; foram mortos sentados. Já os outros dois amigos tiveram tempo de sair do veículo e correr em busca de proteção, mas acabaram baleados pelas costas.

Bunkers estão espalhados por toda a cidade e são usados para esconder cigarros e drogas. O tráfico e o contrabando impõem medo e silêncio na cidade próxima à fronteira com o Paraguai.

Após as execuções, os corpos e o carro foram enterrados no mesmo dia.

Antonio Buscariollo, de 66 anos, e o filho dele, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22. Ambos estão foragidos. A defesa deles nega o crime.

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