Lula desembarcou em Nova York para abrir a Assembleia da ONU. Antes do discurso, terá reuniões com o CEO do TikTok, lideranças internacionais e o rei e a rainha da Suécia. O presidente também organiza evento contra o extremismo sem a presença dos EUA. Alexandre Padilha cancelou a viagem após restrições de circulação impostas pelos americanos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou em Nova York neste domingo (21) acompanhado de uma comitiva de ministros e autoridades brasileiras. A principal missão do petista será abrir, na terça-feira (23), a Assembleia Geral da ONU, fórum em que anualmente líderes mundiais discursam sobre os principais desafios da geopolítica. Pelo rito histórico, cabe ao Brasil a primeira fala da sessão.
A agenda de Lula, no entanto, começa antes. Já nesta segunda-feira (22), às 12h (horário de Brasília), o presidente se reúne com o diretor-executivo do TikTok, Shou Zi Chew. Às 16h, participa da Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão Palestina e, às 19h, tem encontro marcado com o rei e a rainha da Suécia.
Na quarta-feira (24), Lula será um dos articuladores do evento “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, ao lado dos presidentes Gabriel Boric (Chile), Pedro Sánchez (Espanha), Gustavo Petro (Colômbia) e Yamandú Orsi (Uruguai). A iniciativa não contará com a participação dos Estados Unidos, sob a justificativa de que as ações do país durante o governo Trump destoam do espírito do encontro. Fontes próximas ao Planalto adiantaram que Lula também não pretende se reunir com o republicano.
A comitiva presidencial é composta pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Camilo Santana (Educação), Marina Silva (Meio Ambiente), Márcia Lopes (Mulheres), Jader Barbalho (Cidades), Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estava previsto na delegação, mas cancelou a ida após restrições impostas pelo governo norte-americano limitarem sua circulação em Nova York a apenas cinco quarteirões. Padilha criticou a medida, classificando-a como um entrave diplomático.
