O Hospital Municipal Pedro II, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi alvo de uma invasão de milicianos na madrugada da última quinta-feira (18), que entraram na unidade armados com fuzis para matar um paciente internado. As imagens, exibidas pelo programa Fantástico, mostra a ação dos criminosos.
O Hospital Municipal Pedro II, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi alvo de uma invasão de milicianos na madrugada da última quinta-feira (18), que entraram na unidade armados com fuzis para matar um paciente internado. As imagens, exibidas pelo programa Fantástico, mostra a ação dos criminosos.
De acordo com as investigações, o alvo da ação era Lucas Fernandes de Souza, de 31 anos, que estava no hospital se recuperando de cinco tiros. As câmeras de segurança registraram a chegada de um carro à portaria por volta das 2h37 da manhã. Um dos homens, que vestia um colete da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil, desceu do veículo armado com um fuzil e disse que entraria no hospital de qualquer jeito para “terminar um serviço”.
Segundo a polícia, o criminoso era um miliciano. Lucas, o alvo, já havia sido preso por extorsão e tinha ligações com a milícia, mas mudou de lado e se aliou ao tráfico de drogas.
A invasão
Enquanto dois homens davam cobertura do lado de fora, outros quatro invadiram o hospital. Eles vestiam casacos pretos e usavam luvas médicas, e evitaram os elevadores, subindo pelas escadas. Um profissional de saúde relatou que os criminosos pareciam conhecer a estrutura do hospital.
O grupo foi direto para o segundo andar, onde fica o centro cirúrgico, mas o paciente já havia sido transferido para outra enfermaria. Os criminosos fizeram perguntas aos funcionários para tentar localizar o paciente e, depois de sete minutos, fugiram do local pelo estacionamento, evitando os elevadores novamente.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro conseguiu identificar um dos invasores como o miliciano Erlan Oliveira de Araújo, conhecido como Orelha. No entanto, ele foi encontrado morto na noite da última sexta-feira (19). A suspeita é de que ele foi assassinado pelos próprios milicianos como uma queima de arquivo. Um colete idêntico ao que ele usou na invasão foi encontrado ao lado do corpo. Lucas Fernandes foi transferido para outro hospital.
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