Luís Miguel Militão afirmou em entrevista à CNN Portugal que os seis empresários portugueses assassinados em Fortaleza (CE), em 2001, foram mortos “por medo”. O caso ficou conhecido como a “Chacina dos Portugueses” e completa 24 anos.

Reprodução / TVI Portugal/CNN Portugal
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Luís Miguel Militão afirmou em entrevista à CNN Portugal que os seis empresários portugueses assassinados em Fortaleza (CE), em 2001, foram mortos “por medo”. O caso ficou conhecido como a “Chacina dos Portugueses” e completa 24 anos.

O “Monstro de Fortaleza”, apontado como mentor do crime, admitiu ter dado uma ordem indireta para que as execuções fossem cometidas. “Eu errei em todos os momentos, mas errei mais quando disse: ‘se não fizermos o que combinámos, amanhã somos todos presos’”, declarou.

Plano inicial

Segundo ele, o plano inicial não incluía o assassinato dos empresários. Militão relatou que tinha uma relação de amizade com um dos portugueses e que o grupo veio ao Brasil a convite dele, sem que houvesse, segundo sua versão, intenção criminosa no início.

O acusado alegou ainda que não participou fisicamente das mortes, mas reconheceu sua responsabilidade pelo planejamento. “Fisicamente, eu não matei ninguém. O que estava combinado era a morte. Não por crueldade, mas por medo”, afirmou.

O crime, ocorrido em 12 de agosto de 2001, chocou o Brasil e Portugal. As vítimas foram sequestradas, extorquidas e assassinadas em Fortaleza.

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