Em um dos maiores levantes na Europa contra o que foi denominado “holocausto Palestino”, a Itália foi palco de uma paralisação massiva que mobilizou o país. As manifestações ocorreram em um dia estratégico, em que diversas nações, incluindo Reino Unido, Austrália e Canadá, debatiam na ONU o reconhecimento do Estado da Palestina.

Cenas impactantes foram registradas em Milão, onde uma greve geral, orquestrada por sindicatos e pela sociedade civil, paralisou ao menos 75 cidades. Manifestantes bloquearam portos, estradas e estações de trem, demonstrando a força do movimento.

Imagens: reprodução/rede social
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Em um dos maiores levantes na Europa contra o que foi denominado “holocausto Palestino“, a Itália foi palco de uma paralisação massiva que mobilizou o país. As manifestações ocorreram em um dia estratégico, em que diversas nações, incluindo Reino Unido, Austrália e Canadá, debatiam na ONU o reconhecimento do Estado da Palestina.

Cenas impactantes foram registradas em Milão, onde uma greve geral, orquestrada por sindicatos e pela sociedade civil, paralisou ao menos 75 cidades. Manifestantes bloquearam portos, estradas e estações de trem, demonstrando a força do movimento.

Na capital, Roma, mais de 20 mil pessoas, segundo dados da prefeitura, concentraram-se em frente à estação ferroviária Termini. Entre eles, uma grande parcela era composta por estudantes do ensino médio, que empunhavam bandeiras palestinas e cartazes com a enfática mensagem: “Contra o genocídio, vamos bloquear tudo!”. A mobilização contou também com a organização de vigílias de solidariedade e oração por associações católicas.

Outras cidades também registraram forte adesão: Bolonha viu mais de 10 mil participantes, conforme a polícia local, e protestos significativos tomaram Turim, Florença, Nápoles, Bari, Palermo, Gênova e Livorno.

A relevância desses atos é ainda maior considerando que a Itália é governada por Giorgia Meloni, líder de um governo ultraconservador com forte alinhamento político aos EUA.  Roma não reconhece o Estado palestino e resiste às sanções comerciais propostas pela União Europeia.

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