Em depoimento à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o policial militar Raylton Duarte Mourão admitiu ter assassinado a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos, no dia 11 de setembro, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande. Segundo Raylton, ele agiu sob uma sensação “incontrolável”, que descreveu como se estivesse sendo atormentado por demônios.
Em depoimento à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o policial militar Raylton Duarte Mourão admitiu ter assassinado a personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, de 33 anos, no dia 11 de setembro, em Várzea Grande, no Mato Grosso. Segundo Raylton, ele agiu sob uma sensação “incontrolável”, que descreveu como se estivesse sendo atormentado por demônios.
“Uma sensação assim… eu deixei aquilo me vencer, eu nem sei explicar… eu queria poder voltar atrás e não fazer isso”, afirmou o PM ao delegado Bruno Abreu, durante depoimento prestado na última segunda-feira (22).
O criminoso ainda acrescentou estar arrependido e disse não ter pesquisado nada sobre a vida da vítima, nem saber que Rozeli tinha filhos.
O crime ocorreu quando Rozeli saía de casa para trabalhar. Câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximaram do carro da vítima. Raylton, que estava na garupa, efetuou disparos direcionados principalmente à cabeça e ao peito de Rozeli. O piloto da moto ainda não teve a identidade revelada.
Investigações
De acordo com a investigação, a motivação do assassinato está relacionada a um processo judicial movido por Rozeli contra Raylton e sua esposa, Aline Valandro Kounz, que pedia R$ 24 mil de indenização por danos materiais e morais decorrentes de um acidente de trânsito ocorrido em março deste ano, envolvendo o carro da vítima, uma motocicleta e um caminhão-pipa da empresa dos acusados.
Após permanecer 10 dias foragido, Raylton se entregou no 1º Batalhão da Polícia Militar, onde é lotado, e teve a prisão preventiva mantida pela Justiça. Já Aline, alvo de mandado de prisão temporária, passou 11 dias foragida e se apresentou nesta terça-feira (23) à DHPP, negando qualquer envolvimento no crime. O delegado informou que vai solicitar a liberdade dela, por falta de indícios de participação.
O delegado Bruno Abreu destacou que, embora Raylton afirme que o crime não foi premeditado, ele já havia pensado no ato três dias antes. “Ele tentou lutar contra isso, contra esses demônios que estavam atormentando a cabeça dele, mas para ele foi algo incontrolável, que não sabe explicar”, disse o delegado em coletiva de imprensa.
Relembre o caso
Rozeli da Costa Nunes foi assassinada na manhã de quinta-feira (11), enquanto dirigia seu carro. Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, a vítima foi atingida por seis tiros, principalmente na cabeça e no peito.
O crime foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram a dupla em uma moto se aproximando do veículo, enquanto a vítima ainda estava em movimento. Após os disparos, os suspeitos fugiram rapidamente, deixando o carro da personal trainer parar lentamente no meio da rua.
Rozeli era casada e deixou duas filhas pequenas.
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