Novas informações sobre a morte de quatro cobradores em Icaraíma, no Noroeste do Paraná, revelam detalhes chocantes sobre o crime. De acordo com a Declaração de Óbito (DO) das vítimas, Alencar Gonçalves de Souza, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira, os homens foram torturados e espancados antes de serem mortos.
Novas informações sobre a morte de quatro cobradores em Icaraíma, no Noroeste do Paraná, revelam detalhes chocantes sobre o crime. De acordo com a Declaração de Óbito (DO) das vítimas, Alencar Gonçalves de Souza, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira, os homens foram torturados e espancados antes de serem mortos.
O documento obtido com exclusividade pelo Portal BacciNotícias indica que os cobradores sofreram politraumatismo, traumatismo cranioencefálico e feridas por arma de fogo. Por se tratar de um atestado preliminar, as famílias ainda aguardam o laudo do Instituto Médico Legal (IML).

Detalhes do crime
A advogada da família de uma das vítimas, Josiane Monteiro, revelou ao Portal Ric que o RG de Rafael Juliano Marascalchi foi encontrado dentro de um de seus tênis. Segundo a advogada, a situação sugere que Rafael “presumia o crime” e colocou o documento no local para facilitar sua identificação, já imaginando que pudesse ser morto.

O atestado de óbito não continha a data das mortes, o que aumenta o indício de que as vítimas podem ter sido levadas para um cativeiro antes da execução.
Cobrança terminou em tragédia
O crime teria sido motivado por uma dívida de R$ 255 mil de uma negociação de compra de uma propriedade rural. Alencar Gonçalves, morador de Icaraíma, havia dado essa quantia como entrada para a compra de um terreno de Carlos Henrique Buscariollo, mas o negócio não foi finalizado.

Com o atraso no pagamento das parcelas, Alencar contratou os outros três cobradores, que eram do interior de São Paulo. Eles teriam chegado a Icaraíma no dia 4 de agosto e se encontrado com os principais suspeitos, Paulo Ricardo Buscariollo e seu pai, Antônio Buscariollo. O grupo se reuniu no sítio dos Buscariollos no dia 5 de agosto para uma “tratativa final”, mas não deu mais notícias às famílias.
Os corpos dos quatro homens foram encontrados mortos na madrugada de 19 de setembro, enterrados e “empilhados” em uma mata da região. Os velórios e enterros ocorreram no último domingo (21).
Buscas por foragidos
As buscas por Paulo Ricardo e Antônio Buscariollo, pai e filho apontados pela polícia como envolvidos no crime, continuam. Denise Cristina, esposa de Robishley, e Meiriany Marascalchi, esposa de Rafael, afirmam que as famílias não vão desistir e cobram justiça.
Meiriany acredita que pelo menos 12 pessoas estejam envolvidas nas mortes e que os Buscariollos tiveram ajuda para fugir. “Eu cheguei no pesqueiro, tinha resto de comida nos pratos, né? Eu acredito que eles foram avisados que os mandados de prisão saíram”, disse ela. Segundo a esposa de uma das vítimas, cerca de outras 10 pessoas estão foragidas junto com os Buscariollos.
