O governo Trump ironizou Joe Biden ao colocar uma caneta automática no lugar de sua foto em uma galeria de presidentes na Casa Branca. O gesto faz referência ao uso do autopen pelo democrata para assinar perdões no fim do mandato. Trump contesta a validade desses atos e abriu investigação contra o ex-presidente, que ainda não se pronunciou sobre a provocação.

Joe Biden vira 'chacota' em galeria da Casa Branca
Joe Biden vira 'chacota' em galeria da Casa Branca

O governo de Donald Trump provocou o ex-presidente Joe Biden ao incluir uma caneta automática, ou autopen, representando Biden, em uma galeria de fotos de presidentes na Casa Branca. A “novidade” foi divulgada nesta quarta-feira (24) no perfil oficial da Casa Branca, com legenda descrevendo a inauguração da chamada “Calçada da Fama Presidencial”.

Em imagens compartilhadas, Trump aparece conferindo os quadros e, em outro clique, a caneta automática substitui a foto de Biden entre os retratos oficiais do republicano. Um vídeo postado por Margo Martin, assessora de comunicação do governo, viralizou nas redes sociais, mostrando a galeria e ironizando a ausência de Biden com emojis de caneta e olhos atentos.

O que é a caneta automática

O autopen é um aparelho utilizado para reproduzir assinaturas de forma autêntica e tem sido usado por presidentes dos Estados Unidos há décadas. Em março, Trump criticou Biden pelo uso do dispositivo para emitir perdões presidenciais, questionando a validade de alguns por terem sido assinados por auxiliares.

Biden respondeu à época, garantindo que ordenou pessoalmente todos os perdões e que o autopen apenas reproduziu sua assinatura, devido ao grande volume de atos presidenciais nos últimos dias de governo.

“Eu tomei cada uma daquelas decisões… Sabíamos que fariam exatamente o que estão fazendo agora (risos). Minha família não fez nada de errado”, declarou Biden ao New York Times.

Contexto dos perdões

Nos últimos dias de seu mandato, Biden concedeu perdões a cinco membros de sua família e a funcionários do governo, além de reduzir sentenças de aproximadamente quatro mil condenados por crimes não violentos. O perdão presidencial é um poder previsto na Constituição dos EUA, praticamente ilimitado.

Trump e aliados alegam que Biden não estaria apto para governar durante o fim do mandato, chamando o uso do autopen de “acobertamento” de supostos escândalos. O republicano determinou que a procuradora-geral Pam Bondi e o conselheiro da Casa Branca David Warrington conduzam investigação sobre os atos de Biden, enquanto o Comitê de Supervisão da Câmara solicitou depoimentos de ex-assessores do ex-presidente.

Até o momento, Biden não se pronunciou sobre a ironia da galeria presidencial.

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