Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou um esquema de estelionato religioso que explorava a e a vulnerabilidade de fiéis em busca de milagres na última quarta-feira (24). O grupo, liderado por um homem que se apresentava como Pastor Henrique Santini, utilizava uma central de telemarketing para atrair vítimas de diferentes partes do país. As ligações eram feitas por atendentes treinados, que chegavam a simular conversas diretas com o líder religioso por meio de áudios gravados. Nessas abordagens, eram prometidas curas milagrosas e a resolução de problemas pessoais, desde que os fiéis realizassem doações financeiras.

Foto: Reprodução
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Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou um esquema de estelionato religioso que explorava a e a vulnerabilidade de fiéis em busca de milagres na última quarta-feira (24). O grupo, liderado por um homem que se apresentava como Pastor Henrique Santini, utilizava uma central de telemarketing para atrair vítimas de diferentes partes do país. As ligações eram feitas por atendentes treinados, que chegavam a simular conversas diretas com o líder religioso por meio de áudios gravados. Nessas abordagens, eram prometidas curas milagrosas e a resolução de problemas pessoais, desde que os fiéis realizassem doações financeiras.

Entre os casos mais chocantes, está o de uma vítima diagnosticada com câncer, que acreditando nas promessas de cura, fez 80 doações sucessivas ao grupo. Os valores variavam de R$ 20 a R$ 1.500, sempre sob a justificativa de que cada contribuição seria uma semeadura de fé capaz de garantir bênçãos e milagres. O esquema funcionava de forma estruturada, movimentando ao menos R$ 3 milhões em dois anos, com o dinheiro sendo depositado em contas de laranjas para dificultar o rastreamento.

As investigações apontaram que centenas de pessoas foram enganadas, muitas em estado de fragilidade emocional, atravessando doenças graves ou situações de desespero. A , que para muitos representa esperança e força, foi transformada em instrumento de manipulação. Além do líder, outras 22 pessoas foram denunciadas, e a Justiça determinou o bloqueio de bens e contas ligadas ao grupo.

O caso escancara a linha tênue entre práticas religiosas legítimas e a exploração criminosa da . Em nome da promessa de cura impossível, pessoas fragilizadas acabaram sacrificando recursos financeiros, acreditando que cada doação era um passo rumo ao milagre. A denúncia do golpe reforça a necessidade de vigilância contra práticas que se aproveitam da espiritualidade para fins de enriquecimento ilícito e ressalta a importância de proteger fiéis de falsas promessas que, em vez de consolo, trazem mais dor e prejuízo.

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