Rita de Cassia Pereira Araujo Silva, 65 anos, única sobrevivente da chacina ocorrida em 11 de setembro em Joinville (SC), prestou seu primeiro depoimento à Polícia Civil.
Internada, ela contou que acordou com tiros, viu a filha Ingrid já morta e foi baleada pelo genro Ramzi Mohsen Hamdar, 49, que também matou os enteados de 11 e 15 anos antes de se suicidar.
Rita descreveu Ramzi como controlador, mas disse que não houve briga prévia, reforçando a suspeita de crime premeditado.
A polícia aguarda laudos e seguirá ouvindo familiares antes de concluir o inquérito.
Duas semanas após a chacina que abalou Joinville, em Santa Catarina, Rita de Cassia Pereira Araujo Silva, de 65 anos, única sobrevivente do crime, prestou nesta quarta (25) seu primeiro depoimento à Polícia Civil.
Ouvida no Hospital São José, onde segue internada, ela relatou o que presenciou na madrugada de 11 de setembro.
Depoimento
Segundo Rita, ela acordou com o barulho de disparos e, ao sair do quarto, encontrou a filha, Ingrid Iolly Araujo Silva Berilo, já sem vida no corredor.
Em seguida, foi atingida a tiros pelo genro Ramzi Mohsen Hamdar, de 49 anos, que também matou os enteados de 11 e 15 anos antes de tirar a própria vida. Mesmo ferida, Rita conseguiu pedir socorro.

Ramzi Mohsen Hamdar, autor do crime
Aos investigadores, ela descreveu Ramzi como controlador e com relação difícil com a família, mas afirmou não ter havido briga ou discussão na véspera, o que reforça a suspeita de crime premeditado.
A Polícia Civil aguarda laudos periciais e de balística para apurar se o autor havia consumido álcool ou drogas e deve ouvir outros parentes antes de concluir o inquérito.
Ramzi será indiciado por feminicídio contra Ingrid e a filha de 11 anos, homicídio do adolescente de 15 e tentativa de feminicídio contra a sogra.
O crime ocorreu por volta das 3h, quando vizinhos relataram ter ouvido cerca de 20 disparos.
