O Tribunal do Júri condenou quatro policiais militares a pena total somada de 591 anos de prisão pela Chacina do Curió, que resultou na morte de 11 jovens em Fortaleza, em novembro de 2015. A decisão determina cumprimento imediato das penas, sem direito a recorrer em liberdade.

A chacina ocorreu entre os bairros Curió, Messejana, São Miguel e Lagoa Redonda, na madrugada de 12 de novembro de 2015. De acordo com o Ministério Público, os crimes foram uma retaliação à morte de um policial militar e deixaram 11 vítimas, a maioria adolescentes.

penas somadas chegam a 591 anos de prisão aos militares
penas somadas chegam a 591 anos de prisão aos militares

O Tribunal do Júri condenou quatro policiais militares a pena total somada de 591 anos de prisão pela Chacina do Curió, que resultou na morte de 11 jovens em Fortaleza, em novembro de 2015. A decisão determina cumprimento imediato das penas, sem direito a recorrer em liberdade.

A chacina ocorreu entre os bairros Curió, Messejana, São Miguel e Lagoa Redonda, na madrugada de 12 de novembro de 2015. De acordo com o Ministério Público, os crimes foram uma retaliação à morte de um policial militar e deixaram 11 vítimas, a maioria adolescentes.

Os réus foram condenados por 11 homicídios qualificados, três tentativas de homicídio e crimes de tortura. Marcílio Costa de Andrade recebeu 315 anos, 11 meses e 10 dias, enquanto Luciano Breno Freitas Martiniano foi condenado a 275 anos e 11 meses, totalizando 591 anos. Ambos perderam seus cargos e devem cumprir as penas em regime fechado.

O caso é considerado uma das maiores chacinas da história do Ceará e mobilizou familiares das vítimas, que acompanham o cumprimento da justiça desde 2015. Para especialistas, a sentença representa um marco no enfrentamento à violência praticada por agentes do Estado.

 

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