O quadrobics se tornou a mais recente tendência fitness nas redes sociais, principalmente no TikTok, onde inúmeros vídeos viralizam mostrando praticantes que se movimentam como animais de quatro patas. A prática consiste em correr, pular e andar apoiando-se nas mãos e nos pés, combinando esforço físico com um caráter mais lúdico. Inicialmente difundido em fóruns e comunidades online, o método logo se espalhou e conquistou adeptos que buscam uma forma alternativa de treinar força, mobilidade e coordenação.

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O quadrobics se tornou a mais recente tendência fitness nas redes sociais, principalmente no TikTok, onde inúmeros vídeos viralizam mostrando praticantes que se movimentam como animais de quatro patas. A prática consiste em correr, pular e andar apoiando-se nas mãos e nos pés, combinando esforço físico com um caráter mais lúdico.

Inicialmente difundido em fóruns e comunidades online, o método logo se espalhou e conquistou adeptos que buscam uma forma alternativa de treinar força, mobilidade e coordenação.

De acordo com o educador físico Ender Biscaia, da Les Mills Brasil, essa modalidade pode oferecer ganhos relevantes. O treino envolve uma ativação intensa da região do core (abdômen e lombar), além de músculos como braços, ombros, peitorais, quadríceps e glúteos.

A movimentação constante favorece ainda a mobilidade articular em quadris, tornozelos, ombros e joelhos, ao mesmo tempo em que exige equilíbrio corporal e coordenação motora. Quando executado de forma mais dinâmica, o quadrobics também pode elevar a frequência cardíaca e contribuir para o aumento do gasto energético.

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Apesar de parecer inofensivo, a prática apresenta riscos que não podem ser ignorados. Os punhos, por exemplo, são bastante exigidos e podem sofrer com sobrecarga, inflamações e dores. A coluna também pode ser prejudicada por posições prolongadas, gerando fadiga e agravando problemas já existentes na lombar ou na região cervical.

Os joelhos merecem atenção em pessoas com sobrepeso, artrose ou predisposição à condromalácia, já que o impacto repetitivo pode piorar o quadro. Além disso, treinar em superfícies rígidas como concreto ou asfalto aumenta a probabilidade de lesões e escoriações, sendo mais indicado optar por grama, tatames ou colchonetes.

Alguns grupos devem ter cautela ou até evitar a modalidade. Adolescentes e crianças, por estarem em fase de crescimento ósseo, podem desenvolver problemas de cartilagem. Indivíduos com osteoporose, osteopenia, dores crônicas, sedentarismo avançado ou histórico de lesões também fazem parte do grupo de risco.

Comparado a práticas estruturadas como o Animal Flow ou o primal movement, o quadrobics se mostra mais limitado. Enquanto essas metodologias incluem progressões planejadas, alongamentos e técnicas de mobilização, o novo fenômeno das redes se apoia em movimentos repetitivos, funcionando mais como atividade recreativa do que como treino completo.

Quadrobics: nova moda fitness é se exercitar imitando animais

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Por isso, especialistas ressaltam que o quadrobics pode ser divertido e até complementar em uma rotina de exercícios, mas não deve substituir um programa de treinamento bem estruturado. A recomendação é adotar o método de forma gradual, respeitando os limites do corpo e, sempre que possível, com acompanhamento de um profissional de educação física para garantir segurança e resultados positivos.

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