Após quase dois meses atrás das grades, a liberdade finalmente cantará para Oruam! Na sexta-feira (26), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um pedido de liminar que revogou a prisão preventiva do cantor. E neste domingo (28), a equipe do artista já indicou que há uma previsão para a saída definitiva do rapper da cadeia.
Após quase dois meses atrás das grades, a liberdade finalmente cantará para Oruam! Na sexta-feira (26), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um pedido de liminar que revogou a prisão preventiva do cantor. E neste domingo (28), a equipe do artista já indicou que há uma previsão para a saída definitiva do rapper da cadeia.
O perfil oficial de Oruam publicou nas redes sociais: “Amanhã! Quem tá ansioso comenta liberdade”, deixando fãs e seguidores em expectativa.

Mais cedo, a equipe do rapper já havia informado que ele ainda não havia deixado a cadeia e que a expectativa era que saísse entre segunda-feira (29) e terça-feira (30).
A decisão do ministro Joel Ilan Paciornik destacou que os argumentos utilizados para manter a prisão cautelar eram insuficientes. Segundo ele, a decisão anterior se baseou em “argumentos vagos”, como postagens nas redes sociais e suposta possibilidade de fuga. Paciornik ressaltou ainda que Oruam é réu primário e se apresentou voluntariamente para cumprir o mandado de prisão.
O despacho determinou que a prisão preventiva fosse substituída por medidas cautelares alternativas, a serem definidas pelo juiz de primeiro grau, até o julgamento definitivo do recurso.
Relembre o motivo da prisão
O cantor, de 25 anos, é filho de Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho (CV). Sua prisão ocorreu durante uma operação que visava outro suspeito, conhecido como “Menor Piu”, acusado de roubo de veículos e de atuar como segurança de um dos líderes do CV.
A juíza Tula Correa de Mello, do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, e Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira. Ambos respondem por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Segundo a decisão judicial, a ação dos acusados provocou “profundo abalo social” e representou uma perigosa inversão de valores diante do trabalho das forças de segurança.
O episódio ocorreu em 22 de julho, durante uma operação da Polícia Civil que tinha como objetivo cumprir uma ordem de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e crimes patrimoniais. A ação aconteceu na residência de Oruam, no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio, quando o cantor e outros sete indivíduos teriam lançado pedras de grande porte contra os policiais, colocando em risco a integridade física dos agentes presentes na operação.
Oruam foi acusado de associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. A acusação inicial entendeu como tentativa de ameaça o rapper dizer que era filho de Marcinho VP, um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho.
Veja também:
