Uma onda de protestos liderados pela Geração Z tem provocado caos nas ruas do Peru. Na capital, Lima, manifestantes entraram em confronto direto com a polícia, resultando em dezenas de feridos. A insatisfação popular, que se intensificou em 20 de setembro, tem como estopim uma reforma no sistema de aposentadoria proposta pelo governo de Dina Boluarte, que obrigaria todos os cidadãos acima de 18 anos a aderir a um novo plano de previdência.

Manifesto da geração Z termina em batalha com a polícia nas ruas do Peru (Foto: reprodução/Redes sociais)
Manifesto da geração Z termina em batalha com a polícia nas ruas do Peru (Foto: reprodução/Redes sociais)

Uma onda de protestos liderados pela Geração Z tem provocado caos nas ruas do Peru. Na capital, Lima, manifestantes entraram em confronto direto com a polícia, resultando em dezenas de feridos. A insatisfação popular, que se intensificou em 20 de setembro, tem como estopim uma reforma no sistema de aposentadoria proposta pelo governo de Dina Boluarte, que obrigaria todos os cidadãos acima de 18 anos a aderir a um novo plano de previdência.

Motivos dos protestos

Os protestos, contudo, são impulsionados por um acúmulo de fatores que refletem a profunda insatisfação da população peruana. As manifestações também são motivadas pelo descontentamento com o governo de Boluarte e com o Congresso, que já vem de longa data. Além disso, a população tem demonstrado revolta contra os frequentes escândalos de corrupção, a insegurança econômica e o aumento da criminalidade no país.

Confrontos

A tensão nas ruas escalou no último sábado. Segundo informações da Coordenação Nacional de Direitos Humanos, os confrontos com a tropa de choque resultaram em 18 pessoas feridas. O embate se intensificou no momento em que os manifestantes avançaram em direção às ruas próximas ao prédio do Congresso, aumentando o atrito com as forças de segurança.

A força da juventude nos protestos

Assim como em diversos lugares do mundo, as manifestações no Peru são organizadas e mobilizadas majoritariamente pela juventude. Os protestos são capitaneados pela Geração Z, nome dado aos nascidos entre 1995 e 2009, com idades que variam entre 16 e 30 anos. Este grupo tem usado a força das redes sociais para articular as ações e dar visibilidade às suas reivindicações.

Falta de responsabilização

Outro ponto de revolta dos manifestantes é a falta de responsabilização pelas dezenas de mortes que ocorreram em protestos anteriores, no final de 2022. Naquela ocasião, as manifestações eclodiram após a destituição e a prisão do ex-presidente Pedro Castillo, e a resposta da polícia resultou em fatalidades que, até hoje, não foram devidamente investigadas e punidas.

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