A Polícia Civil de Tocantins revelou que o assassinato de Daniel Mascarenhas, de 32 anos, encontrado morto dentro do próprio carro, tem ligação direta com o crime de tráfico de drogas. 

Daniel Mascarenhas desapareceu na última sexta e o corpo foi encontrado no dia seguinte - Foto: reprodução/rede social
Daniel Mascarenhas desapareceu na última sexta e o corpo foi encontrado no dia seguinte - Foto: reprodução/rede social

A Polícia Civil de Tocantins revelou que o assassinato de Daniel Mascarenhas, de 32 anos, encontrado morto dentro do próprio carro, tem ligação direta com o crime de tráfico de drogas. 

As investigações avançaram com a prisão de um homem de 55 anos, que já confessou envolvimento e apontou o próprio filho como o mandante do crime, descrito pelas autoridades como um “grande traficante” atuante em Palmas.

Daniel havia desaparecido na sexta-feira, 26 de setembro, após comunicar que sairia para receber um pagamento. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte, dentro do porta-malas de seu próprio veículo, que estava abandonado em uma área de mata.

De acordo com o delegado Israel Andrade, a vítima foi atraída para uma quadra, onde foi atingida por pelo menos quatro disparos. Posteriormente, o corpo de Daniel foi enrolado em uma lona e transportado no carro até o local onde foi descoberto.

O suspeito detido foi localizado em uma agência bancária e, em depoimento, alegou que a ordem para a execução partiu de seu filho, que comanda uma extensa rede de tráfico na capital. A motivação, segundo ele, seria uma suposta “trapaça” cometida por Daniel, versão que será apurada durante o inquérito.

A confissão do homem também levou a polícia a um imóvel utilizado para armazenamento de entorpecentes. Na residência, que estava vazia, foram encontrados cerca de 10 kg de haxixe em estado puro, além de tabletes de óleo concentrado, provas que consolidam a conexão do homicídio com o tráfico de drogas na região.

As autoridades agora trabalham para identificar e prender os demais envolvidos na execução, uma vez que o suspeito preso indicou a participação de outra pessoa no crime. A família de Daniel, por sua vez, optou por não se manifestar publicamente enquanto as investigações estiverem em curso.

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