Logan Gifford, de 25 anos, que foi abusado sexualmente durante a adolescência por sua própria mãe, foi reconhecido legalmente pela Justiça Americana como pai legal de seu irmão mais novo, de 15 anos.
Um tribunal de Clark (Nevada, EUA) decidiu que Logan Gifford, de 26 anos, que foi abusado sexualmente por sua própria mãe durante a adolescência, é o pai legal de seu irmão mais novo, de 15 anos, nascido entre os anos que ocorreram os abusos.
Testes de DNA foram realizados e a paternidade biológica do homem foi inconclusiva. Os resultados comprovaram que tanto Logan, quanto seu pai, Theodore Gifford, eram prováveis compatíveis, deixando a paternidade biológica sem solução.
No início desse ano, Logan entrou com um pedido para se tornar o pai legal de seu irmão. Theodore não respondeu ao caso, proferindo a decisão do juiz à revelia.
Em entrevista à revista “People”, Logan afirmou ter sido abusado dos seus 10 aos 17 anos, quando sua mãe, Doreene Gifford, foi presa e condenada.
“Para sobreviver, tive que compartimentar as pessoas. Doreene, das nove às cinco, tinha certos traços característicos. Doreene, das 17h às 21h, era uma pessoa um pouco diferente”, afirmou a vítima.
O homem ainda contou que passou a suspeitar que seu irmão pudesse ser seu filho anos depois.
“Tivemos um terapeuta por muito tempo que atendia vários membros da família, e ele estava bastante familiarizado com todo aquele caos. Ele simplesmente me perguntou um dia se havia alguma possibilidade, e foi a primeira vez que me dei conta. Sinceramente eu não sabia.”
Após o caso ter sido concluído na Justiça, Logan afirmou que está experenciando um misto de alívio com tristeza.
“Estou feliz que o julgamento tenha sido concluído. O sistema de assistência social precisa ser treinado para identificar os sinais desse abuso. Também sinto pena do meu irmão. Claramente esta é uma situação trágica e sei que ele está pronto para iniciar o caminho da recuperação, concluiu Logan, que não tem mais contato algum com a mãe.”
