A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul divulgou nesta segunda-feira (29) a causa preliminar da queda do avião que deixou quatro mortos no Pantanal. De acordo com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a aeronave colidiu com uma árvore ao tentar realizar um pouso fora das condições permitidas.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul divulgou nesta segunda-feira (29) a causa preliminar da queda do avião que deixou quatro mortos no Pantanal. De acordo com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a aeronave colidiu com uma árvore ao tentar realizar um pouso fora das condições permitidas.
As vítimas foram o arquiteto chinês Kogjian Yu, os cineastas Luiz Ferraz e Rubens Crispim Júnior, além do piloto Marcelo Pereira de Barros. Os corpos dos três brasileiros já foram liberados para sepultamento. O corpo de Yu, no entanto, aguarda exames de DNA, que só poderão ser feitos após a chegada da família ao Brasil.

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Segundo a investigação, o acidente resultou de uma série de falhas. O piloto tentou pousar às 18h09 de terça-feira (23), meia hora depois do limite para operações diurnas. A pista em questão não tinha autorização para pousos noturnos e a aeronave também não estava homologada para voar nesse tipo de condição.
Com pouca visibilidade, o piloto chegou a arremeter na primeira tentativa. Na segunda, durante a curva de realinhamento, o avião atingiu uma árvore de aproximadamente 20 metros de altura, a 300 metros da cabeceira da pista. O impacto fez a aeronave cair e explodir.
Em nota, a Polícia Civil informou que, além da dinâmica do acidente, estão sendo investigadas possíveis irregularidades envolvendo a autorização do voo e do piloto, além do fato de a aeronave ter se deslocado por uma Zona de Identificação de Defesa Aérea sem apresentação de plano de voo, conforme regras do Decea. O inquérito deve ser concluído em até 30 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.
Acidente no Pantanal
O avião de pequeno porte caiu na noite de terça-feira (23), em Aquidauana (MS), logo após uma tentativa frustrada de pouso. O piloto Marcelo Pereira de Barros, que também era o proprietário da aeronave, morreu junto com Yu e os dois cineastas.
De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), a aeronave não tinha autorização para táxi aéreo e voava de forma irregular após o pôr do sol.
Testemunhas relataram que a aeronave sobrevoou a região durante todo o dia, fazendo vários pousos e decolagens. A pista da fazenda só poderia ser usada até 17h39, mas o acidente ocorreu depois das 18h.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião arremeteu antes de cair a cerca de 100 metros da pista, explodindo em seguida. Todas as quatro vítimas morreram carbonizadas.
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