A liberdade finalmente ‘cantou’ para o Oruam. Na tarde desta segunda-feira (29), o rapper deixou a Penitenciária Serrano Neves, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, após mais de dois meses preso. O alvará de soltura foi expedido pela Justiça do Rio.
A liberdade finalmente ‘cantou’ para o Oruam. Na tarde desta segunda-feira (29), o rapper deixou a Penitenciária Serrano Neves, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, após mais de dois meses preso. O alvará de soltura foi expedido pela Justiça do Rio.
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O cantor MC Poze do Rodo acompanhou a saída do amigo. Em junho, quando Poze deixou a prisão, Oruam foi à porta da unidade recebê-lo. MC Cabelinho também acompanhou o amigo.
Detido desde 22 de julho, Oruam teve a prisão preventiva revogada na última sexta-feira (26), após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O rapper seguirá respondendo aos processos em liberdade, enquanto o julgamento final não ocorre. Ele foi indiciado por sete crimes.
Regras para a liberdade
Embora fora da prisão, Oruam precisará cumprir uma série de restrições:
Comparecimento obrigatório ao juízo uma vez por mês;
Permanência em residência fixa na comarca, com endereço e telefone atualizados;
Proibição de frequentar o Complexo do Alemão e outras áreas consideradas de risco;
Distanciamento de pelo menos 500 metros de outros acusados e de um adolescente citado no processo;
Limitação de viagem para fora da comarca por mais de sete dias, sem autorização judicial;
Recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h;
Monitoramento eletrônico via tornozeleira, controlada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Com essas medidas, Oruam poderá aguardar em liberdade o desfecho do processo, mantendo acompanhamento judicial constante.
Relembre o motivo da prisão
O cantor, de 25 anos, é filho de Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho (CV). Sua prisão ocorreu durante uma operação que visava outro suspeito, conhecido como “Menor Piu”, acusado de roubo de veículos e de atuar como segurança de um dos líderes do CV.
A juíza Tula Correa de Mello, do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, e Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira. Ambos respondem por tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Segundo a decisão judicial, a ação dos acusados provocou “profundo abalo social” e representou uma perigosa inversão de valores diante do trabalho das forças de segurança.
O episódio ocorreu em 22 de julho, durante uma operação da Polícia Civil que tinha como objetivo cumprir uma ordem de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de envolvimento com tráfico de drogas e crimes patrimoniais. A ação aconteceu na residência de Oruam, no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio, quando o cantor e outros sete indivíduos teriam lançado pedras de grande porte contra os policiais, colocando em risco a integridade física dos agentes presentes na operação.
Oruam foi acusado de associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. A acusação inicial entendeu como tentativa de ameaça o rapper dizer que era filho de Marcinho VP, um dos principais líderes da facção criminosa Comando Vermelho.
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