A Polícia Civil apura o possível envolvimento dos pais do policial militar Raylton Duarte Mourão no assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, em Várzea Grande (MT).

Segundo o delegado Caio Albuquerque, declarações falsas e inconsistências em depoimentos indicam que o casal pode ter colaborado com a ação criminosa.

Raylton confessou ter matado Rozeli em 11 de setembro, após ela processá-lo para cobrar R$ 24,6 mil de indenização por danos morais e materiais causados por um caminhão da empresa dele. Um comparsa que participou da execução ainda não foi identificado.

Reprodução circuito de segurança (momento do crime)
Reprodução circuito de segurança (momento do crime)

O delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que os pais do policial militar Raylton Duarte Mourão, preso pelo assassinato da personal trainer Rozeli da Costa Souza Nunes, podem ter colaborado com o crime.

Eles foram ouvidos nesta segunda-feira (29) na segunda fase da Operação Moeda de Sangue, que apura o caso em Várzea Grande, Mato Grosso.

Segundo o delegado, depoimentos contraditórios e declarações falsas levantaram suspeitas de envolvimento do casal.

“Há fortes indícios de que eles tenham dado algum tipo de apoio à ação criminosa”, afirmou Albuquerque.

Mandados de busca e apreensão

Na mesma fase da operação, a polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão em uma mecânica, uma residência e uma propriedade rural em Rosário Oeste (MT), todos com ligação a um amigo de Raylton.

Raylton, policial militar que atirou na vítima (redes sociais)

Foram apreendidos uma picape, uma moto e celulares. A moto, segundo a polícia, pode ter sido usada para monitorar a vítima dias antes do crime.

Um homem que teria utilizado os veículos conseguiu se desfazer do celular antes da chegada dos agentes e ainda será ouvido.

Raylton se entregou à polícia no dia 22 de setembro e confessou o homicídio no dia seguinte.

Investigação e motivação do crime

As investigações apontam que a motivação do crime está ligada a uma ação judicial movida por Rozeli, que cobrava R$ 24,6 mil de indenização por danos morais e materiais.

O processo se referia a um acidente de março, quando um caminhão-pipa da empresa Reizinha Água Potável, pertencente a Raylton e à esposa, danificou o carro da vítima.

Como foi o crime

Rozeli, de 33 anos, foi morta a tiros dentro do próprio carro em 11 de setembro.

Câmeras de segurança registraram o momento em que Raylton e um comparsa, ainda não identificado, se aproximaram de moto e efetuaram quatro disparos.

A personal trainer estava a caminho da academia onde trabalhava e treinava. Após o crime, os dois fugiram.

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