O rapper Oruam deixou o Complexo Penitenciário de Bangu após 69 dias e, poucas horas depois, cantou uma música inédita composta na prisão, com versos que refletem sobre a detenção e citam seu pai, Marcinho VP.
Após passar 69 dias detido, Oruam deixou, na tarde da última segunda-feira(29), o Complexo Penitenciário de Gericinó, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Poucas horas depois de ganhar a liberdade, o rapper compartilhou um vídeo em suas redes sociais na qual aparece cantando um trecho de uma música que compôs durante o período em que esteve na prisão.
A letra da nova canção oferece um vislumbre da experiência do rapper sob custódia e reflete sobre o erro e o isolamento. O início da composição expressa a dualidade de suas ações e a consequente detenção:
“Fiz errado, mesmo tentando fazer o certo. Me jogaram lá dentro sozinho“.
O trecho também detalha parte do cotidiano de Oruam na unidade prisional e faz uma menção direta aos agentes de segurança. O rapper afirma não ter uma postura de superioridade, mas aponta o reconhecimento que recebia no local:
“Não sou o bravo e muito menos bam bam bam, mas dentro do presídio, seu polícia era meu fã“.
Em outro verso da canção, Oruam faz uma referência ao seu pai, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que é apontado pelas autoridades como uma das lideranças da facção criminosa Comando Vermelho. O rapper evoca essa ligação familiar ao cantar:
“Prenderam só um menino que tava parecido com o pai“.
O rapper é réu em um processo judicial no qual é acusado pelo crime de tentativa de homicídio. A denúncia se refere a um suposto ataque contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz. Além disso, foi indiciado por outros sete crimes: tráfico de drogas, associação para o tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal.
Ao deixar o presídio de Bangu, Oruam foi calorosamente recebido por uma multidão de amigos e fãs que aguardavam a sua saída do complexo prisional.
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