Nos últimos meses, a prática conhecida como “mouth taping”, que consiste em dormir com a boca fechada por fita adesiva, tem ganhado popularidade nas redes sociais como suposta técnica para melhorar o sono, reduzir o ronco e forçar a respiração nasal. A ideia é que, ao obrigar a respirar pelo nariz, o ar passaria a ser melhor filtrado e umidificado, trazendo mais qualidade ao descanso. No entanto, especialistas em sono e otorrinolaringologistas alertam que não existem evidências científicas robustas que comprovem esses benefícios, já que os poucos estudos disponíveis são pequenos e inconclusivos.
Nos últimos meses, a prática conhecida como “mouth taping”, que consiste em dormir com a boca fechada por fita adesiva, tem ganhado popularidade nas redes sociais como suposta técnica para melhorar o sono, reduzir o ronco e forçar a respiração nasal. A ideia é que, ao obrigar a respirar pelo nariz, o ar passaria a ser melhor filtrado e umidificado, trazendo mais qualidade ao descanso. No entanto, especialistas em sono e otorrinolaringologistas alertam que não existem evidências científicas robustas que comprovem esses benefícios, já que os poucos estudos disponíveis são pequenos e inconclusivos.
Além da falta de comprovação, médicos ressaltam que a prática pode trazer riscos sérios à saúde. Entre eles estão o sufocamento ou desconforto respiratório caso a fita se mova, o agravamento de quadros de apneia do sono, que já comprometem a respiração durante a noite, e até problemas como tensão na mandíbula, fadiga nos músculos faciais e irritações nas vias aéreas. Outro ponto levantado pelos especialistas é o risco de criar falsas expectativas, já que a pessoa pode acreditar estar tratando o problema enquanto deixa de buscar diagnóstico adequado para causas reais do ronco, da apneia ou de outras alterações respiratórias.
Em vez de recorrer a métodos caseiros, os médicos recomendam alternativas seguras e já estudadas, como a avaliação especializada para identificar condições como desvio de septo, rinite ou apneia, a realização de exames do sono, o uso de aparelhos orais ou dispositivos indicados por profissionais, além de cuidados simples como manter higiene do sono adequada, evitar álcool e sedativos antes de dormir, dormir de lado e manter o peso corporal equilibrado. Em casos específicos, pode ser necessário o uso de aparelhos como o CPAP, que mantém as vias aéreas abertas durante a noite.
Assim, embora o “mouth taping” se apresente como uma solução rápida e esteja em alta na internet, a prática é considerada arriscada e sem respaldo científico. Para quem enfrenta roncos frequentes, sonolência diurna ou suspeita de apneia, a melhor forma de garantir qualidade de sono e segurança é procurar diagnóstico médico e investir em tratamentos baseados em evidências comprovadas.
