Paloma Nicole Arellano Escobedo, de 14 anos, morreu em Durango (México) após lipoaspiração, implantes e lifting feitos pelo padrasto, com autorização apenas da mãe. O pai só descobriu a cirurgia no velório. Mãe e cirurgião foram presos e investigados por omissão de cuidados, falsificação de documentos e possível homicídio.

O que falta saber sobre a morte de adolescente após cirurgia plástica feita pelo padrasto?
O que falta saber sobre a morte de adolescente após cirurgia plástica feita pelo padrasto?

A adolescente Paloma Nicole Arellano Escobedo, de 14 anos, morreu na cidade de Durango, México, após ser submetida a um combo de procedimentos estéticos, incluindo aumento dos seios, BBL (lifting de glúteos com gordura) e lipoaspiração. A cirurgia foi realizada pelo padrasto da menina, o cirurgião Víctor Manuel Rosales Galindo, e autorizada apenas pela mãe.

A mãe de adolescente e Galindo foram presos no último sábado (27) e são investigados por irregularidades na cirurgia, começando pela falta de autorização do pai. Segundo a promotora de Durango, eles serão apurados por omissão de cuidados e por expor a adolescente a riscos desnecessários. O pai, Carlos Arellano, afirma que só descobriu sobre a operação quando a menina estava morta.

De acordo com Carlos, a adolescente apresentou sérias complicações durante o procedimento. Ela sofreu parada cardiorrespiratória, inflamação cerebral, precisou ser induzida ao coma e entubada, permanecendo internada por uma semana antes de falecer.

Descoberta da cirurgia no funeral

O pai revelou que só soube sobre a cirurgia durante o velório da filha. A mãe havia enganado a família, alegando que Paloma estava com Covid e viajaria para a serra. Dias depois, contou que a menina estava hospitalizada em estado grave.

“No funeral, alguns parentes me disseram que os seios dela estavam maiores. Quando perguntei à mãe, ela negou. Temos fotografias dos implantes e das cicatrizes”, relatou Carlos.

No entanto, o atestado oficial apontava edema cerebral decorrente de doença respiratória como causa da morte, mas o pai contesta, alegando tentativa de encobrir a verdade.

A promotoria classificou o caso como uma “conspiração” entre a mãe e o cirurgião. Galindo teria assinado documentos como se fosse tutor legal da adolescente, prática que pode configurar falsidade ideológica e homicídio. A mãe também enfrenta acusações de omissão de cuidados, falsificação de documentos e fraude, além de suspeita de atuar em cirurgias sem a devida formação.

O caso segue em investigação, enquanto familiares e autoridades buscam esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte da adolescente.

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