Nicolás Maduro afirmou que pode decretar estado de emergência na Venezuela para reagir à presença de navios de guerra dos EUA no Caribe. A medida daria poderes especiais ao presidente, permitindo mobilizar as Forças Armadas, assumir controle de setores estratégicos e fechar fronteiras. Washington acusa Maduro de ligação com o narcotráfico e elevou a recompensa por sua prisão para US$ 50 milhões.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que está pronto para decretar estado de emergência para proteger o país, em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos. O anúncio ocorre após o envio de navios de guerra norte-americanos para o Caribe, oficialmente sob a justificativa de combater o narcotráfico, mas que Caracas considera uma tentativa de desestabilização e mudança de regime.
Os Estados Unidos acusam Maduro de envolvimento direto com o narcotráfico e recentemente aumentaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à sua prisão. Em paralelo, o governo Trump anunciou ataques a embarcações supostamente usadas para o tráfico, resultando na morte de mais de uma dezena de pessoas — embora sem provas públicas de que os alvos fossem criminosos.
Segundo a vice-presidente Delcy Rodríguez, a eventual declaração concederia poderes especiais a Maduro em caso de incursão militar estrangeira. Com isso, o presidente poderia mobilizar as Forças Armadas em todo o território nacional, assumir o controle militar de serviços públicos, da indústria petrolífera e de setores estratégicos, além de adotar medidas econômicas e políticas emergenciais.
A medida também permitiria o fechamento de fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, fortalecendo o aparato de defesa do país.
“Buscamos proteger a integridade territorial, a soberania, a independência e os interesses estratégicos vitais de nossa república contra qualquer agressão externa”, disse Delcy Rodríguez ao justificar a proposta.
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