A chegada da facção Terceiro Comando Puro (TCP) ao Ceará nas últimas semanas gerou impacto com repercussão em episódios de intolerância religiosa. Em apenas uma semana, seis terreiros de umbanda foram fechados ou sofreram ameaças em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A chegada da facção Terceiro Comando Puro (TCP) ao Ceará nas últimas semanas gerou impacto com repercussão em episódios de intolerância religiosa. Em apenas uma semana, seis terreiros de umbanda foram fechados ou sofreram ameaças em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Centros religiosos obrigados a encerrar atividades
De acordo com relatos de lideranças locais, quatro terreiros já deixaram de funcionar, dos quais dois no bairro Vila das Flores e dois no Santa Marta. Outros dois, situados nos Conjuntos Timbó e Jereissati I, receberam ordens para encerrar suas atividades sob risco de represálias.
Ameaças e pedidos de ajuda começaram a ser registrados na última semana. Ainda há indícios de que mais centros religiosos tenham sido intimidados, mas os responsáveis optaram pelo silêncio por receio de novos ataques.
Histórico de violência do TCP
Originária do Rio de Janeiro, a facção criminosa tem histórico de ataques contra ambientes ligados a religiões de matriz africana. Segundo investigações, os integrantes utilizam métodos violentos para impor restrições a práticas religiosas, justificando as ações sob argumentos de fé e radicalismo, associados a atividades ilícitas.
Caso sob análise das autoridades
As denúncias já chegaram ao conhecimento das forças de segurança do Ceará. Fontes ligadas à apuração informaram que a situação está sendo acompanhada com cautela, para dimensionar o alcance das ameaças e identificar os responsáveis. A Polícia Civil deve aprofundar as investigações nos próximos dias.
Secretaria da Segurança informa não ter registros
Apesar das apurações em andamento, as secretarias da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE) e da Igualdade Racial (Seir) informaram que não haver registro oficial sobre ameaças a terreiros em Maracanaú. Apesar disso, as pastas informaram que equipes das polícias Civil e Militar do Ceará foram mobilizadas para acompanhar a situação e reiteraram a importância da comunicação de ocorrências desse tipo por meio de seus canais de denúncia oficiais.
Já a União Espírita Cearense de Umbanda (Uecum), afirmou que está em diálogo com gestores da Secretaria da Igualdade Racial e participará de reuniões para tratar sobre o assunto. A União destacou que “independente de serem associados [à Uecum] ou não, são umbandistas e a nossa missão é de acolhimento e proteção”.
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