Durante quase um mês após o assassinato do microempresário Mauro Kiper Mioti, de 56 anos, o adolescente de 16 anos que confessou ter matado o próprio pai manteve uma rotina aparentemente tranquila, aproveitando o dinheiro e bens do genitor como se nada tivesse acontecido.

Adolescente que matou o pai levou vida de festas e drogas após homicídio (Foto: Reprodução)
Adolescente que matou o pai levou vida de festas e drogas após homicídio (Foto: Reprodução)

Durante quase um mês após o assassinato do microempresário Mauro Kiper Mioti, de 56 anos, o adolescente de 16 anos que confessou ter matado o próprio pai manteve uma rotina aparentemente tranquila, aproveitando o dinheiro e bens do genitor como se nada tivesse acontecido.

O jovem matou o pai com uma espingarda calibre 12 na residência da família, em Sant’Ana do Livramento, e, mesmo após o homicídio, continuou se relacionando com amigos e participando de atividades sociais sem despertar suspeitas.

Durante esse período, ele apresentava diferentes versões sobre o desaparecimento do pai, incluindo a alegação de que Mauro teria viajado ao Uruguai devido a ameaças.

O adolescente participou de festas e eventos locais, chegando a ser flagrado com maconha durante a Semana Farroupilha, mas foi liberado. Em outra ocasião, se envolveu em uma briga em baile, na qual um amigo foi ferido com faca.

Confira a cronologia do crime:

5 de setembro

O assassinato:
Por volta das 6h30, o adolescente matou o próprio pai, Mauro Kiper Mioti, de 56 anos, com um tiro de espingarda calibre 12 na cabeça. O crime ocorreu em um quarto da borracharia da família. Segundo o jovem, ele estava na parte superior de uma beliche e atirou enquanto o pai se sentava para calçar os sapatos. A arma havia sido comprada pelo adolescente no dia anterior.

Envolvimento dos amigos:
Logo após o homicídio, o garoto contou o ocorrido a um amigo e ambos saíram com o carro da vítima. Nos dias seguintes, com a ajuda dele e de outro amigo, o adolescente enterrou o corpo em uma cova rasa em área rural conhecida como Rincão da Bolsa. Além disso, repassou a caminhonete da vítima para uma facção criminosa no Uruguai.

Entre 5 e 29 de setembro 

Tentativa de encobrir o crime:
Durante esse período, o adolescente disseminou a versão de que o pai havia sido preso no Uruguai e assumiu a administração do negócio da família. Ele manteve rotina normal, participando de festas e realizando viagens. Entre os dias 22 e 23, viajou com amigos para Santa Maria e, conforme informações, teria tentado atropelar o padrasto em Palmeira das Missões.

18 de setembro 

Registro do desaparecimento:
Preocupada com a ausência do pai, uma das filhas de Mauro, irmã do adolescente, registrou oficialmente o desaparecimento na polícia.

29 de setembro

Descoberta do crime:

A Brigada Militar recebeu uma denúncia anônima e se dirigiu à borracharia da família. Ao encontrá-lo, o jovem inicialmente negou o crime, mas acabou confessando e levou os policiais até o local onde o corpo estava enterrado, parcialmente exposto, com crânio e braços à mostra.

Prisão dos envolvidos:
Durante o depoimento, o adolescente revelou que os amigos haviam ajudado a ocultar o corpo. Os amigos foram presos por ocultação de cadáver e corrupção de menores. O adolescente foi apreendido por ato infracional análogo a latrocínio e ocultação de cadáver.

Veja também:

Vídeos curtos

Mais lidas