A mãe do adolescente de 16 anos apreendido por matar e enterrar o próprio pai, Mauro Kiper Mioti, de 56 anos, em Santana do Livramento (RS), deu sua versão sobre o caso. Em entrevista, ela afirmou que também foi vítima de Mauro desde a infância e que isso teria impactado diretamente o comportamento do filho.

Mãe de adolescente que assassinou o pai fala pela primeira vez )Foto: Reprodução/Livramento 24h)
Mãe de adolescente que assassinou o pai fala pela primeira vez )Foto: Reprodução/Livramento 24h)

A mãe do adolescente de 16 anos apreendido por matar e enterrar o próprio pai, Mauro Kiper Mioti, de 56 anos, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, deu sua versão sobre o caso. Ela afirmou que também foi vítima de Mauro desde a infância e que isso teria impactado diretamente o comportamento do filho.

A entrevista foi realizada pelo portal Livramento 24h.

Segundo o relato, ela foi abusada aos 9 anos por Mauro e, aos 15, engravidou. O adolescente passou a morar com o pai quando tinha 13 anos, mas, de acordo com a mãe, a convivência era marcada por brigas e maus-tratos.

“Ele maltratava o [nome do jovem censurado], bebia e contava o que tinha feito comigo. Isso deixou meu filho transtornado. Como uma criança vai reagir ouvindo o pai dizer que gostava de estuprar a própria mãe?”, disse.

Segundo ela, Mauro teria oferecido “coisas” ao jovem para induzir sua ida a Santana de Livramento.

A mulher contou ainda que Mauro teria chegado a expulsar o filho de casa, obrigando-o a passar dias na rua, e que costumava relatar ao adolescente os abusos cometidos contra ela, o que teria agravado o sofrimento psicológico do jovem.

Para a mãe, a motivação do crime não estaria ligada à herança ou ao controle da borracharia da família, mas a um desejo de vingança. “Ele disse que não queria nada do pai, só se vingou porque não suportava mais ouvir o que ele falava sobre mim”, completou.

Mauro Kiper Mioti, homem assassinado pelo próprio filho (Foto: Reprodução)

A mulher ainda afirmou que Mauro havia sido sentenciado a 33 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável.

A versão da mãe foi replicada pelo menor durante o depoimento, segundo o jornalista Ralph Quevedo.

A Polícia Civil segue investigando o caso, que ganhou novos contornos após o depoimento da mãe, e avalia se os relatos poderão alterar a linha de investigação sobre o assassinato.

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