A Polícia Civil e o MP do Rio deflagraram nova fase da Operação Asfixia contra o Comando Vermelho, que buscava expandir atuação para a Região Serrana a partir da Maré. Doze pessoas foram presas, entre elas um sargento da PM e um assessor da Prefeitura de Petrópolis. Foram expedidos 18 mandados de prisão e bloqueio de R$ 700 mil em bens. Houve intensos tiroteios na Maré, afetando escolas e unidades de saúde.

Apenas 77 dos 215 policiais do Bope usaram câmeras corporais na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. Foto: Divulgação.
Apenas 77 dos 215 policiais do Bope usaram câmeras corporais na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. Foto: Divulgação.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado deflagraram nesta quinta-feira (2) mais uma fase da Operação Asfixia, que tem como alvo a expansão territorial do Comando Vermelho (CV). A ação, iniciada ainda na madrugada, busca frear o avanço da facção para a Região Serrana, principalmente em Petrópolis, a partir do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.

De acordo com as autoridades, 12 pessoas foram presas até o momento, entre elas:

  • Bruno da Cruz Rosa, sargento da Polícia Militar, lotado no 20º BPM (Mesquita);

  • Robson Esteves de Oliveira, assessor especial da Prefeitura de Petrópolis.

A operação é conduzida por agentes da 106ª DP (Itaipava), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e promotores do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ). Ao todo, a Justiça expediu 18 mandados de prisão e determinou o bloqueio de cerca de R$ 700 mil em bens ligados ao esquema.

Durante a ofensiva, equipes entraram no Parque União, na Maré, com o apoio de blindados e pelo menos dois helicópteros. Os policiais foram recebidos a tiros, resultando em intensos confrontos na região.

Petrópolis como entreposto

As investigações revelaram que Petrópolis havia se tornado um entreposto estratégico do CV para abastecer a Região Serrana. A polícia identificou 55 envolvidos no esquema.

Segundo os investigadores, a liderança era de Wando da Silva Costa, o Macumbinha, chefe da facção na região, auxiliado por Luis Felipe Alves de Azevedo, considerado seu braço direito. Ambos estão foragidos e teriam se escondido na Maré, de onde comandavam a logística de transporte de drogas para Petrópolis.

Impacto na população

A operação gerou reflexos diretos para moradores da Maré. A Secretaria Municipal de Educação informou que 16 escolas foram impactadas, enquanto a Secretaria Estadual de Educação confirmou o fechamento de outras duas unidades.

Na saúde, uma Clínica da Família suspendeu todas as atividades e outra precisou interromper atendimentos externos, como visitas domiciliares.

A Polícia Civil segue em busca dos foragidos e reforça que a ofensiva tem o objetivo de asfixiar financeiramente o Comando Vermelho, dificultando sua logística e a ocupação de novas áreas do estado.

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