Polícia Civil concluiu que Andréia Carvalho Aita matou o fisiculturista Valter Aita em Chapecó por ciúmes e desconfiança de traição. Ela já tinha condenação por latrocínio e pode pegar até 30 anos de prisão por homicídio qualificado.

Fisiculturista Valter Aita foi morto em Santa Catarina - Foto: Reprodução/Instagram
Fisiculturista Valter Aita foi morto em Santa Catarina - Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre o assassinato do fisiculturista e personal trainer Valter Aita, encontrado morto no dia 7 de setembro na escada do condomínio onde morava, em Chapecó (SC). A companheira dele, Andréia Carvalho Aita, foi apontada como autora do crime, motivado por ciúmes e desconfiança de traição.

Segundo a polícia, Andréia já monitorava e ameaçava Valter antes do crime. Conversas recuperadas no celular da vítima mostram que ela enviava mensagens com emojis de faca e fazia fotos dele dormindo, que depois encaminhava para o próprio companheiro, como forma de intimidá-lo. Em diálogos com familiares da vítima e uma amiga, Andréia também chegou a manifestar abertamente a intenção de matá-lo.

O delegado regional de Chapecó, Rodrigo Moura, relatou que Valter já havia dito em mensagem que a companheira o ameaçava com uma faca. “Ela fazia registros dele dormindo e depois enviava, dando a entender que estava vigilante e pronta para avançar”, explicou.

A investigação aponta que Valter foi surpreendido logo ao acordar, com uma facada no pescoço, atingindo a região da jugular. Em seguida, recebeu vários outros golpes no abdômen, costas, rosto, braços e pernas, caracterizando homicídio qualificado por motivo fútil e pela dificuldade de defesa da vítima.

Conhecida da polícia

Na ocasião, Andréia também ficou ferida, passou por cirurgia e permaneceu hospitalizada. Além do mandado de prisão temporária por homicídio, ela já tinha em aberto uma condenação por latrocínio no Rio Grande do Sul.

Se condenada pelo Tribunal do Júri, Andréia pode pegar entre 12 e 30 anos de prisão, pena que será somada à já existente pelo crime de latrocínio. A Polícia Civil informou que deve formalizar o inquérito nos próximos dias.

Valter Aita, natural de Santa Maria (RS), era fisiculturista, personal trainer e acumulava mais de 10 mil seguidores em suas redes sociais, onde compartilhava sua rotina de treinos.

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