A crise nacional de saúde pública causada pela intoxicação ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (02). Enquanto o número de casos registrados subiu para 59 no país, com 53 deles concentrados em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas negou a participação da maior facção do país, o Primeiro Coando da Capital (PCC). Por outro lado, o influenciador Frank, que afirma ser ex-membro da facção, contestou a fala do chefe do Estado.

 

Segundo o influenciador, o governador de São Paulo errou ao afirmar que a facção não possui envolvimento
Segundo o influenciador, o governador de São Paulo errou ao afirmar que a facção não possui envolvimento

A crise nacional de saúde pública causada pela intoxicação ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (2). Enquanto o número de casos suspeitos subiu para 59 no país, com 53 deles concentrados em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas negou a participação da maior facção do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC).  Por outro lado, o influenciador Frank, que afirma ser ex-membro da facção, contestou a fala do chefe do Estado.

Em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na última terça-feira (30), Tarcísio afirmou que o problema da contaminação em bebidas alcoólicas é “estrutural”, não tendo relação com o crime organizado como tem sido especulado. “Só para deixar claro, não há evidência nenhuma de que haja participação do PCC”, declarou o governador. Em uma transmissão ao vivo, Frank cravou que o metanol e as bebidas falsificadas têm “total envolvimento com o PCC”.

“Tio, eu falo isso mesmo, Tarcísio? Pô. Ô, Tarcísio, fica difícil te ajudar, meu irmão… Mas aí você falar isso aí, Tarcísio, aí você bateu a nave, né, mano? Aí não tem nem como, né, mano?”.

Frank revelou que a facção tem controle total sobre o crime no estado, e que tentar negar essa realidade é fazer “papel de comédia”.

 “Dentro do estado de São Paulo não existe nenhum crime que aconteça sem o ok ou sem o item passado pela mão do PCC, xará? Pô, Tarcísio, me ajuda a te ajudar a ficar difícil, bigode”. 

Plano de urgência

Dos 59 casos suspeitos de intoxicação no país, 53 ocorreram em São Paulo. O metanol é uma emergência médica de extrema gravidade, capaz de causar cegueira irreversível e levar à morte.

O governador Tarcísio informou que instalou um gabinete de crise e que serão feitas interdições cautelares em todos os estabelecimentos onde o consumo das bebidas foi registrado. Em setembro, o estado realizou 43 mil fiscalizações e apreendeu 50 mil garrafas suspeitas e 15 milhões de selos fraudados.

O Ministério da Saúde, por sua vez, reforçou o estoque do etanol farmacêutico, considerado o antídoto eficaz, e anunciou a compra emergencial de mais 5 mil tratamentos.

Em caso de sintomas como visão turva, náuseas ou dores abdominais após consumo de bebida alcoólica, as autoridades recomendam buscar imediatamente o serviço de emergência médica.

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