Além do Brasil, Rússia (25 mortes), Kuwait (23 mortes e 160 hospitalizados) e Jordânia (9 mortes e 47 internações) registraram uma onda de intoxicações por bebidas adulteradas com metanol em 2025. O metanol causa de náuseas à morte. Os países prenderam responsáveis e intensificaram a fiscalização.

Substância tóxica pode ter contaminado bebidas consumidas durante festa de noivado no interior da Bahia. Foto: krisanapong detraphiphat.
Substância tóxica pode ter contaminado bebidas consumidas durante festa de noivado no interior da Bahia. Foto: krisanapong detraphiphat.

O Brasil não é o único país que está assustado com a onda de casos de intoxicação por bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. Outros três países registraram casos semelhantes ao redor do mundo em 2025. São eles: Rússia, Kuwait e Jordânia.

No Brasil, já foram confirmadas mortes e dezenas de casos graves. O consumo dessas bebidas adulteradas pode desencadear desde sintomas leves, como náusea e perda de visão, até quadros graves, incluindo insuficiência de órgãos e morte.

Rússia

Na Rússia, ao menos 25 pessoas morreram em setembro após ingerirem bebidas alcoólicas adulteradas na região de São Petersburgo. Exames confirmaram doses letais de metanol em seis vítimas, e três suspeitos foram detidos.

Mesmo com leis mais duras, a circulação de álcool clandestino barato, especialmente fora dos grandes centros, mantém o risco elevado no país.

Kuwait e Jordânia

No Kuwait, onde o álcool é proibido, 23 pessoas morreram e 160 foram hospitalizadas após consumirem bebidas ilegais contaminadas. A polícia prendeu 67 envolvidos, desmantelou seis fábricas clandestinas e impediu a abertura de outras quatro.

Grande parte dos afetados são trabalhadores estrangeiros, que necessitaram de tratamento de urgência, incluindo diálise e ventilação mecânica.

Já na Jordânia, nove mortes e 47 internações foram atribuídas ao consumo de álcool produzido com metanol por uma fábrica licenciada, localizada em Zarqa. As investigações levaram à prisão de todos os responsáveis e a acusações de homicídio culposo e tentativa de homicídio.

O governo local intensificou as fiscalizações e recomendou à população evitar qualquer tipo de bebida alcoólica durante o período crítico.

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