O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou nesta quinta-feira (02), na Sala de Situação, que destilados são mais suscetíveis à adulteração criminosa com metanol do que cervejas. No Brasil, 48 casos suspeitos seguem sob investigação, além de 11 confirmações em laboratório.
Em meio às crescentes suspeitas de contaminação por metanol, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quinta-feira (02) que bebidas destiladas são mais fáceis de serem adulteradas por criminosos em comparação com as cervejas.
“Estamos diante de um crime de produtos destilados, incolores, onde se tem técnicas de adulteração desse produto que você não tem no caso de cerveja, que é uma bebida que tem a tampa, tem gás, é muito mais difícil de adulterar”, afirmou Alexandre Padilha.
O ministro reiterou que são situações distintas, já que, no caso das cervejas, foram percebidas falhas na produção, diferente da adulteração intencional de bebidas destiladas por criminosos.
“Alguém adulterou essas garrafas. Então, quero reforçar essa orientação sobretudo para os destilados”, completou.
Brasil investiga 48 casos
O ministro concedeu entrevista na Sala de Situação, instalada pelo governo para dar resposta à onda de contaminações. Além do ministério já ter confirmado em laboratório 11 casos onde foram detectadas as presenças de metanol, outras 48 suspeitas seguem sob suspeição.
Além de São Paulo, Pernambuco e Distrito Federal também seguem sendo investigados. Na capital federal, o rapper Hungria Hip Hop segue sob suspeita de contaminação.
