Flávio da Mocidade, presidente da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, e o bicheiro Rogério Andrade foram presos em operação do MPRJ contra a exploração de jogos de azar no Rio de Janeiro. A ação envolve denúncias de organização criminosa, corrupção policial e disputas violentas com grupos rivais, além de conexão com homicídio ocorrido em 2020.
O presidente da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, Flávio da Silva Santos, conhecido como Pepé ou Flávio da Mocidade, foi preso nesta sexta-feira (3) durante uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra a chamada “nova cúpula do jogo do bicho”.
Outro alvo da operação é o bicheiro Rogério Andrade, que já estava preso. Rogério foi detido há um ano e transferido em novembro para o Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Ambos foram denunciados à Justiça por constituição de organização criminosa voltada à exploração de jogos de azar.
Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) cumpriram ainda mandados de busca e apreensão nos endereços de Flávio, Rogério e de Vinicius Drumond, apontado como aliado do grupo. A quadra da Imperatriz Leopoldinense também foi alvo das diligências. Todas as ordens judiciais foram autorizadas pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital.
A Justiça determinou que Rogério continue preso no sistema penitenciário federal. Flávio Santos, por sua vez, deverá ser incluído em regime federal de segurança máxima.
De acordo com a denúncia do MPRJ, desde 2014 Rogério Andrade e Flávio Santos comandam a principal organização de exploração de jogos de azar no Rio de Janeiro, administrando pontos de jogo e travando disputas violentas com grupos rivais.
O Ministério Público também citou a morte de Fernando de Miranda Iggnácio, ocorrida em novembro de 2020, que teria sido ordenada por Rogério Andrade, atualmente preso por esse crime. As investigações indicam ainda que o grupo atuava na corrupção de forças policiais, mediante pagamento de propina a diferentes unidades da Polícia Civil e Militar.
