A ex-namorada do professor de educação física Vinicius Moutinho de Paula, de 28 anos, foi presa nesta quinta-feira (2) suspeita de envolvimento na morte do homem, encontrado dentro do próprio carro abandonado na Zona Leste de São Paulo em 17 de agosto deste ano.
A ex-namorada do professor de educação física Vinicius Moutinho de Paula, de 28 anos, foi presa nesta quinta-feira (2) suspeita de envolvimento na morte do homem, encontrado dentro do próprio carro abandonado na Zona Leste de São Paulo em 17 de agosto deste ano.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a prisão temporária da mulher foi decretada e o caso segue sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As apurações indicam que ela teria usado seu acesso a medicamentos, por ser enfermeira, para dopar Vinicius antes de sua morte.
O professor estava desaparecido desde 16 de agosto, quando, segundo a mãe, saiu para fazer a entrega de suplementos e não retornou. No dia seguinte, o corpo de Vinicius foi encontrado no banco traseiro de um Renault Duster vermelho, na Rua Tobias Lellio, em Itaquera, com sinais de sangramento na cabeça.
De acordo com as investigações, a última pessoa a ter contato com Vinicius foi a ex-namorada. Eles teriam passado a noite anterior em um motel e, segundo imagens de câmeras de segurança, ele chegou sozinho ao local e, algumas horas depois, ela foi registrada dirigindo o veículo. Em depoimento, ela afirmou que ele havia consumido álcool e cocaína, ficou sem condições de dirigir e teria se deitado no banco de trás do carro. Após uma discussão, ela alegou ter estacionado o veículo e pedido um carro de aplicativo para ir embora.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito no local, enquanto os peritos identificaram rigidez cadavérica, sangramento nasal e garrafas de cerveja dentro do carro.
Enquanto o crime vinha sendo investigado, a enfermeira publicava mensagens nas redes sociais lamentando a morte de Vinicius, reclamando de julgamentos alheios e afirmando que muitas pessoas falavam sem saber dos fatos.
O caso permanece sob investigação, e as autoridades ainda buscam esclarecer todos os detalhes sobre a participação da suspeita na morte do professor.
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