Organizações internacionais de saúde, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Humanity Auxilium e a Cruz Vermelha Internacional, retiraram nesta sexta-feira (3) recém-nascidos palestinos em estado grave do Hospital Internacional Al-Helou, na sitiada Cidade de Gaza. A ação ocorreu enquanto Israel expande sua ofensiva militar na região.
Organizações internacionais de saúde, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Humanity Auxilium e a Cruz Vermelha Internacional, retiraram nesta sexta-feira (3) recém-nascidos palestinos em estado grave do Hospital Internacional Al-Helou, na sitiada Cidade de Gaza. A ação ocorreu enquanto Israel expande sua ofensiva militar na região.
Os bebês estavam sendo evacuados para o Hospital Nasser, localizado no sul do enclave. O pai de uma das crianças, Tha’er Ebaid, cuja filha nasceu com 26 semanas, relatou a urgência da situação: “Eles querem transferi-la para hospitais no sul porque ela está com falta de oxigênio. Aqui, não há oxigênio disponível devido ao cerco.”
Equipes médicas precisaram transferir os bebês prematuros por ruas cobertas de escombros, com equipes de emergência removendo os destroços para permitir a passagem das ambulâncias.
O UNICEF alertou que mães e recém-nascidos em Gaza enfrentam condições terríveis. O Hospital Nasser, no sul, está sobrecarregado com pacientes fugindo do norte e os recursos médicos estão se esgotando.
Crise humanitária nos hospitais
A situação hospitalar em Gaza é crítica: de acordo com a OMS, apenas 14 dos 36 hospitais do enclave permanecem parcialmente funcionais, e há uma grande escassez de suprimentos médicos.
Israel ordenou que a população de um milhão de pessoas da Cidade de Gaza se dirija para o sul, prometendo erradicar os combatentes do Hamas no que seriam seus últimos bastiões na maior área urbana da Faixa de Gaza.
