Donald Trump deu um prazo final ao Hamas até domingo, 19h (Brasília), para aceitar o plano de paz que prevê desmilitarização de Gaza, anistia condicionada e supervisão internacional; em troca, o grupo teria 72 horas para liberar reféns. Trump advertiu que, em caso de recusa, o Hamas enfrentará “um inferno total”. Israel apoia o plano; a população de Gaza expressa medo e desconfiança.

Foto: reprodução/Alex Wong/Getty Imagens
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta sexta-feira (3) um ultimato ao Hamas: o grupo tem até as 19h de domingo (5), horário de Brasília, para aceitar o plano de paz apresentado por Washington — sob pena de sofrer “um inferno total”, nas palavras do próprio mandatário.

Em postagem na plataforma Truth Social, Trump afirmou que a maioria dos militantes do Hamas estaria “cercada e presa” e que mais de 25 mil membros do grupo teriam sido mortos no conflito. Segundo o presidente, a proposta americana representa “a última chance” para que os combatentes remanescentes tenham suas vidas poupadas, condicionando a anistia à entrega total de armamentos.

O plano de paz, apresentado na semana passada, combina medidas de segurança, governança e assistência humanitária. Entre os principais pontos está a transformação da Faixa de Gaza em uma zona desmilitarizada, a destruição de infraestrutura e túneis militares, e a instalação de um comitê de gestão local formado por tecnocratas palestinos sob a supervisão de um novo “Conselho da Paz”, órgano que, segundo a proposta, seria presidido por Trump e contaria com participação internacional.

A proposta estipula prazos e trocas imediatas: caso aceite, o Hamas teria 72 horas para libertar todos os reféns, incluindo a devolução de restos mortais, enquanto Israel se comprometeria a soltar quase 2 mil prisioneiros palestinos. A distribuição de ajuda humanitária e a reconstrução ficariam a cargo da ONU, do Crescente Vermelho e de outras agências neutras.

Autoridades americanas e israelenses já declararam apoio público ao plano. O primeiro-ministro israelense afirmou que Israel prosseguirá com ofensivas caso o acordo não seja cumprido. Trump também pediu aos “palestinos inocentes” que deixem áreas específicas de Gaza, numa sinalização de que a rejeição do Hamas poderia desencadear operações militares intensas contra posições remanescentes do grupo.

A reação internacional foi mista: alguns governos receberam a proposta com atenção, enquanto moradores de Gaza relataram ceticismo e temores de intensificação da violência. Não houve, até o fechamento desta edição, uma resposta pública oficial do Hamas aceitando os termos dentro do prazo anunciado.

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