O influenciador Júnior Dutra, que somava mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, faleceu na última sexta-feira (3), em São Paulo, deixando amigos e fãs consternados. Antes do falecimento, Júnior havia relatado dores e infecções após passar por um procedimento estético conhecido como Fox Eyes, realizado pelo cirurgião bucomaxilofacial e traumatologista Fernando Garbi, registrado no CRO-SP. Em entrevista à Feed TV, gravada no dia 19 de setembro, o criador de conteúdo contou sobre o sofrimento físico e emocional que enfrentava. Segundo relatos, ele chegou a vender o carro para custear exames e tratamentos, mas não conseguiu permanecer internado devido ao alto custo da diária — cerca de R$ 6 mil. Transferido para o Hospital do Heliópolis, Júnior acabou não resistindo.

Foto: Reprodução
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O influenciador Júnior Dutra, que somava mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, faleceu na última sexta-feira (3), em São Paulo, deixando amigos e fãs consternados. Antes do falecimento, Júnior havia relatado dores e infecções após passar por um procedimento estético conhecido como Fox Eyes, realizado pelo cirurgião bucomaxilofacial e traumatologista Fernando Garbi, registrado no CRO-SP. Em entrevista à Feed TV, gravada no dia 19 de setembro, o criador de conteúdo contou sobre o sofrimento físico e emocional que enfrentava. Segundo relatos, ele chegou a vender o carro para custear exames e tratamentos, mas não conseguiu permanecer internado devido ao alto custo da diária — cerca de R$ 6 mil. Transferido para o Hospital do Heliópolis, Júnior acabou não resistindo.

Em entrevista exclusiva com a MyHood, Garbi negou qualquer relação entre o procedimento e a infecção que levou à morte do paciente. Segundo ele, Júnior era seu paciente há quatro ou cinco anos, período em que realizou botox, tratamentos de pele e aplicação de fios de PDO, material biodegradável e reabsorvível. O médico ressaltou que seu papel sempre foi acompanhar de perto cada paciente. “Meu papel como profissional sempre foi acompanhar de perto cada paciente, inclusive o Júnior. Quando percebi que algo estava fora do padrão, pedi uma série de exames e recomendei avaliação com outros especialistas, porque o quadro não parecia compatível com algo estético.” Ele explicou que, ao perceber sinais de alerta, agiu de forma preventiva, sem atribuir automaticamente o problema ao procedimento estético.

Sobre o material usado, Garbi reforçou que o fio de PDO é seguro e que a origem da infecção provavelmente não estava relacionada ao procedimento: “O fio de PDO é um material seguro, usado há anos na área estética. É reabsorvido pelo corpo em pouco tempo e não gera rejeição nem infecção. Por isso, quando ele relatou os sintomas, eu já imaginava que a origem poderia ser outra, possivelmente sistêmica.” Para o cirurgião, outros fatores de saúde, como estresse, uso de hormônios ou medicamentos, poderiam ter contribuído para os sintomas relatados pelo influenciador.

O médico também destacou que sempre atuou com responsabilidade e registrou todos os atendimentos: “Eu nunca negligenciei o caso. Fiz todos os encaminhamentos necessários e registrei cada atendimento no prontuário. Lamento profundamente o desfecho e me solidarizo com a família do Júnior, mas preciso reforçar que tomei todas as medidas cabíveis.” Ele reforçou a importância da colaboração entre diferentes áreas da saúde: “Acredito que o diálogo entre as áreas da saúde — odontologia, medicina e estética — é essencial para evitar interpretações equivocadas. Precisamos sempre atuar com ética, responsabilidade e, principalmente, transparência com os pacientes.

Garbi ainda acrescentou que, ao lidar com complicações, sua prioridade é entender o quadro completo do paciente, não apenas tratar sintomas isolados. “Quando um paciente apresenta complicações, minha prioridade é entender o quadro de forma completa, não apenas tratar sintomas isolados.” Ele enfatizou que procedimentos estéticos seguem protocolos de segurança rigorosos e qualquer desvio deve ser investigado. “É importante que todos saibam que procedimentos estéticos têm protocolos de segurança rigorosos, e qualquer desvio deve ser investigado por profissionais de diferentes áreas.

O cirurgião alertou que cada caso é único e não deve ser julgado de forma generalizada: “Não podemos atribuir automaticamente complicações a procedimentos estéticos. Cada caso deve ser analisado individualmente, levando em conta histórico clínico, medicamentos e hábitos do paciente.” Por fim, ele se colocou à disposição das autoridades e conselhos de classe para colaborar com esclarecimentos: “Continuo à disposição para colaborar com autoridades e conselhos de classe para esclarecer qualquer dúvida sobre a conduta profissional adotada.

Assista a entrevista concedida ao MyHood

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