Howard Rubin, de 70 anos, ex-financista ligado a George Soros, foi preso acusado de tráfico sexual e tortura de mulheres em um “calabouço sexual” instalado em sua cobertura em Manhattan. O local, alugado por cerca de R$ 100 mil mensais, tinha um quarto vermelho à prova de som com cruz de tortura, cama com amarras e diversos instrumentos de violência sexual. Segundo a acusação, Rubin manteve pelo menos dez mulheres em cárcere privado entre 2009 e 2019, ignorando pedidos de socorro e causando ferimentos graves nas vítimas, muitas delas modelos da revista Playboy.

Howard Rubin e uma das suas vítimas, Emma Hopper — Foto: Reprodução/X; Reprodução/Instagram
Howard Rubin e uma das suas vítimas, Emma Hopper — Foto: Reprodução/X; Reprodução/Instagram

O financista Howard Rubin, de 70 anos, que já foi associado ao bilionário George Soros, foi preso sob a acusação de tráfico sexual e tortura de mulheres em um apartamento de luxo em Manhattan, Nova York. O imóvel, apelidado de “calabouço sexual”, custava cerca de R$ 100 mil por mês e era totalmente equipado para práticas violentas de bondage e sadismo.

De acordo com documentos judiciais, o local tinha um quarto à prova de som pintado de vermelho, com carpete branco, cruz de Santo André e uma cama com algemas e correntes. As vítimas relatam que eram amarradas, espancadas, chicoteadas e até submetidas a choques elétricos. O ambiente também continha máscaras faciais com zíperes, bastões elétricos e ganchos metálicos usados para infligir dor.

A assistente de Rubin, Jennifer Powers, teria ajudado a montar o calabouço e atraído as vítimas, enviando e-mails detalhando o processo de preparação do ambiente. Uma das mensagens anexadas ao processo descreve o uso de algemas e correntes “pré-fabricadas” para imobilizar as mulheres com rapidez.

Equipamento sadomasoquista semelhante ao usado no ‘calabouço sexual’ de Rubin em Nova York — Foto: Reprodução/Wikipedia

Rubin, cuja fortuna é estimada em dezenas de milhões de dólares, costumava levar as mulheres para jantar antes de levá-las ao apartamento. Testemunhas afirmaram que ele escolhia principalmente modelos loiras, muitas delas capas da Playboy.

Segundo o Ministério Público do Brooklyn, pelo menos dez mulheres foram atraídas entre 2009 e 2019 para o local ou para hotéis de luxo, onde foram mantidas em cárcere privado e submetidas a violência física e psicológica. Algumas relataram que tinham uma palavra de segurança para interromper as sessões, mas Rubin frequentemente ignorava os pedidos e prosseguia com as agressões, mesmo quando as vítimas desmaiavam.

O financista foi preso em Connecticut no fim de setembro. Ele nega as acusações, que incluem tráfico sexual, sequestro e agressão. Entre as vítimas citadas nos documentos estão as modelos Amy Moore, Mia Lytell e Stephanie Caldwell, além da estudante Emma Hopper, que também move uma ação civil contra Rubin e sua assistente.

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