O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram um encontro virtual na manhã desta segunda-feira (06) que pode ter mudado o rumo da relação entre os dois países. A conversa por vídeo, que começou às 10h30, era um dos eventos mais esperados da diplomacia, pois aconteceu em meio a uma crise séria: o tarifaço de 50% que Trump impôs sobre produtos brasileiros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram um encontro virtual na manhã desta segunda-feira (06) que pode ter mudado o rumo da relação entre os dois países. A conversa por vídeo, que começou às 10h30, era um dos eventos mais esperados da diplomacia, pois aconteceu em meio a uma crise séria envolvendo o tarifaço de 50% que Trump impôs sobre produtos brasileiros.
Ao final da reunião, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que a conversa no Palácio da Alvorada “foi positivo”. Lula estava acompanhado por Haddad, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, e por outros ministros importantes. O Palácio do Planalto deve soltar uma nota oficial em breve com todos os detalhes e os pontos principais que foram discutidos.
Toda essa aproximação começou no mês passado, quando Trump e Lula se cumprimentaram rapidamente na ONU e o americano fez um comentário inesperado. Ele disse que tinha sentido uma boa “química” com Lula. O presidente brasileiro gostou da ideia e deu corda ao flerte diplomático, afirmando que “aquilo que parecia impossível deixou de ser impossível e aconteceu” e que “pintou uma química mesmo”.
Apesar da troca de elogios, a briga entre os líderes é de verdade e tem nome: Jair Bolsonaro. Trump impôs o aumento de 50% nos impostos dos produtos brasileiros em uma clara tentativa de se meter nos assuntos internos do país, buscando interferir no caso do ex-presidente, que foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe. A equipe de Lula preferiu que o primeiro contato fosse por vídeo, justamente para testar o terreno e entender a postura de Trump antes de um encontro presencial.
Mesmo com as sanções de Trump, o STF manteve a condenação de Bolsonaro. Lula, por sua vez, reforçou que está aberto a negociar sobre comércio, mas que a soberania do Brasil não se discute. Temas como a exploração de terras raras e a regulamentação das grandes empresas de tecnologia (big techs) são de interesse de Trump e devem ditar o ritmo das próximas conversas. O otimismo de Haddad agora será colocado à prova quando a nota oficial revelar se a “química” foi suficiente para fazer Trump recuar do castigo econômico.
