A conversa por vídeo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano Donald Trump, realizada na manhã desta segunda-feira (06), durou apenas 30 minutos, mas foi o suficiente para gerar um terremoto imediato entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a coluna de Igor Gadelha, no site Metrópoles, o grupo minimizou o encontro e optou por atacar a política externa do governo petista.
A conversa por vídeo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano Donald Trump, realizada na manhã desta segunda-feira (06), durou apenas 30 minutos, mas foi o suficiente para gerar um terremoto imediato entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a coluna de Igor Gadelha, no site Metrópoles, o grupo minimizou o encontro e optou por atacar a política externa do governo petista.
O advogado Fabio Wajngarten, um dos nomes mais próximos de Bolsonaro, foi o primeiro a se manifestar nas redes sociais. Ele rejeitou a ideia de que a conversa possa ter algum efeito prático, apesar de o próprio Lula ter pedido a Trump o fim das punições e do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.
Para Wajngarten, o contato entre os líderes não significa absolutamente nada. “A mera ligação entre chefes de Estado que pensam e agem de forma totalmente diferente não quer dizer absolutamente nada”, escreveu. Ele ainda usou termos fortes para criticar a diplomacia do Brasil, dizendo que a política de fora do país está “atrasada, é devagar e não tem técnica nenhuma”.
A principal dúvida de Lula e Trump era se a “química” falada pelo americano na ONU seria forte o bastante para resistir às diferenças políticas. Wajngarten fez questão de colocar um ponto final nessa esperança: “A tal ‘química perfeita’ não terá base para durar com participantes que promovem o terrorismo e seus aliados históricos”.
Na reunião, que durou cerca de meia hora, Lula esteve ao lado de nomes importantes do governo, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Apesar da pressão de Lula para que Trump retire as sanções contra as autoridades brasileiras, a reação rápida e cheia de ataques dos aliados de Bolsonaro mostra que a relação entre o Brasil e os Estados Unidos continua sendo uma das mais explosivas do cenário político.
