Resumo (até 500 caracteres): Lucas Brás dos Santos, 27, preso por envolvimento na morte do advogado Luiz Fernando Pacheco, já tinha condenação anterior de 5 anos e 4 meses por roubo a outra advogada. Ele e dois comparsas foram detidos após imagens mostrarem o trio roubando o celular de Pacheco; o advogado foi agredido, socorrido e identificado por digitais 36 horas depois. Os itens roubados ainda não foram localizados.

Lucas Brás dos Santos, de 27 anos, foi preso por participar da morte do advogado Luiz Fernando Pacheco, no Centro de SP. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo
Lucas Brás dos Santos, de 27 anos, foi preso por participar da morte do advogado Luiz Fernando Pacheco, no Centro de SP. — Foto: Montagem/g1/Reprodução/TV Globo

Preso na última sexta-feira (3) por envolvimento direto na morte do advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco, o suspeito Lucas Brás dos Santos, de 27 anos, já possuía uma condenação anterior por roubo contra outra advogada, também na capital paulista.

Santos foi detido em frente a um abrigo na Rua Riachuelo, na região da Sé, no Centro de São Paulo, ao lado da namorada, Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus, de 45 anos, e de José Lucas Domingo Alves, de 23 anos. O trio foi identificado em imagens de segurança registradas na Rua Itambé, na última quarta-feira (1º), no momento em que roubava o celular de Pacheco.

Durante a abordagem, Lucas Brás deu um soco no rosto do advogado, que caiu desacordado na calçada. O criminoso aproveitou para roubar os pertences da vítima e fugiu. Pacheco foi levado à Santa Casa de São Paulo, mas acabou morrendo. Ele só foi identificado 36 horas depois, por meio das digitais, já que estava sem documentos. O sepultamento ocorreu na sexta-feira (3), com a presença de autoridades e ministros de Estado.

Histórico de crimes

Antes desse caso, Lucas Brás já havia sido condenado a 5 anos e 4 meses de prisão por roubo, também contra uma advogada, em agosto de 2023, na Rua Paim, na Bela Vista. Na ocasião, ele e um comparsa roubaram a bolsa da mulher e a derrubaram no chão. Policiais que passavam pelo local perseguiram os criminosos até o Viaduto 9 de Julho e conseguiram prender Lucas em flagrante, com os pertences da vítima.

Apesar da prisão em flagrante, ele foi solto dois meses depois, em outubro de 2023, por decisão do juiz Bruno Paiva Garcia, que considerou que o suspeito ficou preso por tempo excessivo sem julgamento. Na decisão, o magistrado afirmou que a prisão preventiva deve ser “fundada em fatos concretos e verificáveis”, e não em alegações genéricas sobre a gravidade do crime.

No entanto, em janeiro de 2025, o mesmo juiz condenou Lucas pelo crime, determinando o cumprimento da pena em regime fechado. Até a última sexta-feira (3), o criminoso ainda não havia sido localizado para começar a cumprir a pena.

Prisão e confissão

De acordo com a delegada Gabriela Lisboa, responsável pelo caso, os três suspeitos confessaram participação no crime contra Luiz Fernando Pacheco. O trio alegou viver em situação de rua e frequentar abrigos da Prefeitura de São Paulo para se alimentar. Até o momento, os itens roubados do advogado ainda não foram localizados.

Presos:

  • Lucas Brás dos Santos, 27 anos — agressor do advogado e condenado por roubo anterior;

  • Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus, 45 anos — vista nas imagens ao lado de Lucas;

  • José Lucas Domingo Alves, 23 anos — apontado como cúmplice que dava cobertura ao casal.

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