A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (6) a Operação Xeque-Mate, que tem como alvo Alan Sérgio Martins Batista, o Alan do Índio, apontado como chefe de uma facção criminosa no Amazonas.

Segundo as investigações, o traficante realizou cirurgias plásticas e utilizou identidades falsas para escapar da polícia e comandar um esquema milionário de tráfico e lavagem de dinheiro.

Durante a ação, três pessoas foram presas, entre elas a esposa de Alan, Cristina Nascimento, encontrada em uma mansão com joias e artigos de luxo.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 122 milhões em bens e contas ligados à quadrilha.

Alan segue foragido e pode estar escondido no Rio de Janeiro, sob proteção de integrantes do Comando Vermelho. Ele é suspeito de usar criptoativos e empresas de fachada para lavar dinheiro do tráfico. A operação foi deflagrada após a apreensão de mais de duas toneladas de drogas em 2024, carga atribuída ao criminoso.

Chefe de facção criminosa fez plásticas para fugir da PF; veja fotos

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (6) a Operação Xeque-Mate, que mira Alan Sérgio Martins Batista, conhecido como Alan do Índio, apontado como o principal líder de uma facção criminosa no Amazonas.

Segundo as investigações, o traficante recorreu a cirurgias plásticas e documentos falsos para fugir da polícia e continuar comandando um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Antes da plástica / depois da plástica

Durante a operação, a PF cumpriu mandados de prisão e busca em Manaus e São Paulo. Três pessoas foram presas, entre elas Cristina Nascimento, esposa de Alan, detida em uma mansão com joias, relógios e artigos de luxo.

Imagem PF

O chefe do grupo, porém, segue foragido e pode estar escondido no Rio de Janeiro sob proteção de integrantes do Comando Vermelho.

De acordo com a Polícia Federal, Alan já havia sido preso em 2017 por tráfico de armas e, após sair da prisão, desapareceu. Nesse período, teria feito múltiplas cirurgias para mudar a fisionomia e evitar ser identificado por sistemas de reconhecimento facial. Com nova aparência e identidade, o criminoso reconstruiu o império do tráfico, fortalecendo laços com grupos colombianos e estruturando um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro por meio de criptoativos e empresas de fachada.

As investigações apontam que o grupo movimentava milhões de reais com o uso de uma fintech chamada “Carto”, criada para mascarar as transações ilegais. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 122 milhões em bens, contas e investimentos digitais vinculados à quadrilha.

O ponto de virada na apuração ocorreu em setembro de 2024, quando a PF apreendeu mais de duas toneladas de drogas em uma embarcação no interior do Amazonas. A carga, segundo os agentes, pertencia a Alan do Índio e levou ao desmantelamento da rede financeira que sustentava o tráfico. Mesmo com o avanço da operação, o líder da facção segue foragido.

Vídeos curtos

Mais lidas