Uma adolescente de 17 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) denunciou ter sido estuprada por um colega, também autista, dentro de uma escola estadual em Itanhaém, São Paulo. O caso foi registrado como estupro de vulnerável e está sob investigação da Polícia Civil, que aguarda os resultados dos exames do IML e já ouviu a direção da escola.
Uma adolescente de 17 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), alega ter sido vítima de estupro de vulnerável cometido por um colega da mesma idade, que também possui diagnóstico de TEA. O crime teria ocorrido dentro da unidade de ensino que ambos frequentam em Itanhaém, no litoral paulista.
Inquérito instaurado
O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém. A mãe da vítima foi quem procurou as autoridades para formalizar o boletim de ocorrência. Após o registro, a jovem foi levada ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames periciais essenciais para auxiliar na apuração dos fatos e na comprovação do crime.
De acordo com as informações apuradas pelo G1, os dois estudantes são alunos de uma escola estadual, localizada no bairro Umuarama. A investigação encontrou um obstáculo relevante: a unidade escolar não dispõe de câmeras de monitoramento que pudessem ter registrado o momento em que o suposto ato ocorreu.
A equipe policial já iniciou a fase de oitivas, colhendo depoimentos da direção da escola e das mães dos dois adolescentes envolvidos. Neste momento, os agentes aguardam o resultado dos laudos do IML para reunir o conjunto probatório necessário à conclusão do inquérito.
Posicionamento da Secretaria de Educação
Em nota oficial, a Secretaria de Educação de São Paulo manifestou pesar pelo ocorrido, reforçando que repudia veementemente qualquer forma de violência, seja dentro ou fora do ambiente escolar.
Além disso, comunicaram que a gestão convocou os responsáveis pelos alunos para esclarecimento dos fatos.
