O ex-presidente Jair Bolsonaro segue em prisão domiciliar em um bairro nobre de Brasília, em cumprimento à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações do jornal O Globo, nos últimos dois meses, o ex-presidente tem passado os dias entre reuniões políticas, idas ao médico e assistindo a jogos de futebol.

Sessão virtual do STF começa a julgar os recursos do grupo acusado de tentativa de golpe, incluindo Jair Bolsonaro, Anderson Torres, Augusto Heleno e outros ex-ministros. Foto: reprodução/Pedro Ladeira/Folhapress.
Sessão virtual do STF começa a julgar os recursos do grupo acusado de tentativa de golpe, incluindo Jair Bolsonaro, Anderson Torres, Augusto Heleno e outros ex-ministros. Foto: reprodução/Pedro Ladeira/Folhapress.

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue em prisão domiciliar em um bairro nobre de Brasília, em cumprimento à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações do jornal O Globo, nos últimos dois meses, o ex-presidente tem passado os dias entre reuniões políticas, idas ao médico e assistindo a jogos de futebol.

Apesar da restrição, Bolsonaro recebeu mais de 30 visitas de políticos e aliados nos últimos 60 dias, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. As conversas se concentram em estratégias para as eleições de 2026 e em planos para fortalecer a direita no país.

Enquanto lida com crises de soluço, um dos pontos centrais abordados por Bolsonaro com seus interlocutores é um pedido enfático: a anistia.

O ex-presidente deixou claro aos seus aliados que não aceita negociações que não resultem em seu perdão. Este posicionamento foi reforçado antes mesmo de o Congresso aprovar a urgência para a tramitação do texto da anistia.

Prisão domiciliar 

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde agosto, por determinação de Moraes, que alegou descumprimento de ordens judiciais e violação de restrições cautelares impostas em julho, entre elas a proibição do uso de redes sociais. A defesa do ex-presidente, no entanto, nega irregularidades e já solicitou a revogação da prisão, argumentando que Bolsonaro tem colaborado com as investigações e comparecido a todos os atos processuais.

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