Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, foi indiciado por feminicídio, estupro, ocultação de cadáver e furto qualificado pela morte de Elisângela Souza. O serial killer confessou três assassinatos e é investigado por ao menos 17 crimes em Goiás e na Bahia. Ele pode ser condenado a até 66 anos de prisão.

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Após quase um mês de investigações intensas, o serial killer Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, foi indiciado por feminicídio, estupro, ocultação de cadáver e furto qualificado pela morte de Elisângela da Silva Souza, de 26 anos, em Rio Verde (GO). O inquérito, concluído nessa terça-feira (7), foi encaminhado ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que decidirá se o suspeito será formalmente denunciado pelos crimes. Segundo o delegado Adelson Candeo, titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), Rildo poderá pegar até 66 anos de prisão, considerando os agravantes legais.

Apesar do encerramento do primeiro inquérito, a Polícia Civil ainda apura outros 17 crimes atribuídos a Rildo, tanto em Goiás quanto na Bahia. Apenas no estado goiano, são 11 investigações em andamento, que incluem três feminicídios, dois desaparecimentos, sete estupros ou tentativas, um latrocínio tentado, dois roubos e uma morte suspeita causada por incêndio. A polícia acredita que o padrão de violência e a falta de empatia com as vítimas demonstram que ele se enquadra na definição clássica de um criminoso em série.

Natural da Bahia e residente em Rio Verde, Rildo levava uma vida aparentemente comum, com uma “fachada de normalidade”, segundo o delegado Candeo. Porém, os crimes eram cometidos de forma extremamente violenta e calculada, quase sempre de madrugada. Durante coletiva de imprensa, o delegado comparou o comportamento de Rildo aos de serial killers analisados pelo FBI, destacando “ausência total de remorso, impulsividade, frieza e sadismo”. O suspeito teria confessado, além da morte de Elisângela, os assassinatos de Monara Pires e Alexânia Hermógenes Carneiro, também em circunstâncias brutais.

O caso de Elisângela foi o ponto de partida para a descoberta da série de crimes. A jovem desapareceu em 11 de setembro, quando saiu para o trabalho por volta das 4h da manhã. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ela foi abordada por Rildo e forçada a acompanhá-lo até um terreno baldio, onde foi estuprada e assassinada. Segundo o depoimento do criminoso, ele inicialmente pretendia apenas roubá-la, mas, ao ser ferido por um golpe de faca desferido por Elisângela, reagiu com extrema violência, matando-a e desfigurando seu rosto. O corpo foi encontrado parcialmente enterrado e sem roupas, identificado pelas mesmas vestes vistas nas imagens das câmeras.

Logo após o crime, Rildo retornou ao local e tentou se misturar aos populares que observavam o trabalho da perícia, demonstrando frieza e curiosidade. Ele foi reconhecido por um policial e tentou fugir, mas acabou preso. No primeiro depoimento, negou o estupro e afirmou que a morte teria sido acidental. No entanto, exames periciais confirmaram violência sexual, homicídio e ocultação de cadáver, levando-o a confessar em novo interrogatório, já na Casa de Prisão Provisória (CPP). O criminoso ainda revelou que costumava guardar objetos das vítimas como “lembranças” dos crimes — entre eles, o celular de Elisângela, encontrado escondido sob o colchão em que dormia.

Para o delegado Candeo, os elementos colhidos até agora reforçam o perfil de um serial killer metódico e perigoso, com histórico de crimes motivados por violência sexual e desprezo pela vida das vítimas. “Ele demonstra frieza absoluta, falta de empatia, prazer em controlar e destruir. São características clássicas de um assassino em série”, afirmou. As demais investigações sobre os outros casos seguem em andamento em Goiás e na Bahia, e novas denúncias podem elevar significativamente o tempo de pena de Rildo, que já se tornou um dos criminosos mais temidos do Centro-Oeste.

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