Três policiais militares e uma ex-PM serão julgados na próxima segunda-feira (13), em Maceió, Alagoas, pela morte do adolescente Davi da Silva, de 17 anos, desaparecido em 2014 após uma abordagem policial no complexo Benedito Bentes.

O julgamento ocorrerá no Fórum Jairon Maia Fernandes, com acusação conduzida pelo promotor Thiago Riff.

Segundo o Ministério Público de Alagoas, os quatro são acusados de homicídio, tortura e ocultação de cadáver, e devem responder com igual responsabilidade pelas agressões que resultaram na morte do jovem.

A investigação aponta que Davi foi espancado dentro da viatura após derrubar uma pequena quantidade de maconha. A única testemunha do caso foi encontrada morta dias depois do desaparecimento.

Policiais vão a júri popular por morte de adolescente desaparecido

Três policiais militares e uma ex-PM irão a júri popular na próxima segunda-feira (13) pela morte do adolescente Davi da Silva (foto em destaque), de 17 anos, desaparecido em agosto de 2014, em Maceió (AL).

O julgamento ocorrerá no Fórum Jairon Maia Fernandes e a acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Thiago Riff, que estará disponível para atender à imprensa.

Como foi o caso

O caso teve início no complexo Benedito Bentes, quando Davi foi abordado por uma guarnição do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp) e nunca mais foi visto. Dias depois, a única testemunha do desaparecimento foi encontrada morta.

Em 2015, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) apresentou denúncia contra os quatro militares, acusando-os de homicídio, tortura e ocultação de cadáver.

De acordo com a 59ª Promotoria de Justiça da Capital, todos devem responder com igual responsabilidade, já que, independentemente das funções exercidas, teriam contribuído para as agressões que resultaram na morte e desaparecimento do adolescente, além da tortura de um amigo que estava com ele.

Os autos indicam que as agressões começaram quando os policiais tentavam obter informações sobre um traficante conhecido como “Neguinho das Bicicletas”, na região do Conjunto Cidade Sorriso.

Segundo relatos, a ex-policial iniciou as agressões após Davi deixar cair uma pequena quantidade de maconha. O jovem foi algemado, colocado na mala da viatura e continuou sendo espancado durante o trajeto.

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