Ana Paula Veloso Fernandes confessou formalmente sua participação em diversos homicídios e teve suas declarações confirmadas por áudios e mensagens recuperados de seus celulares. O material apreendido mostra com detalhes seu envolvimento nos crimes, incluindo planejamento, execução e tentativas de encobrir as mortes, reforçando a participação direta da investigada.

Ana Paula Veloso Fernandes confessou homicídios e revelou detalhes em áudios e mensagens (Foto: reprodução)
Ana Paula Veloso Fernandes confessou homicídios e revelou detalhes em áudios e mensagens (Foto: reprodução)

Ana Paula Veloso Fernandes confessou formalmente sua participação em diversos homicídios e teve suas declarações confirmadas por áudios e mensagens recuperados de seus celulares. O material apreendido mostra com detalhes seu envolvimento nos crimes, incluindo planejamento, execução e tentativas de encobrir as mortes, reforçando a participação direta da investigada.

Áudios e mensagens revelam planejamento e frieza

Durante o interrogatório, Ana Paula confirmou sua participação em diversos homicídios. A investigada admitiu ter decidido matar Marcelo Hari Fonseca após desentendimentos, afirmando: “foi quando ele subiu a escada… a partir daí falei: vou matar ele”.

Ela negou qualquer relacionamento amoroso com a vítima, esclarecendo que havia alegado namoro apenas para permanecer na residência. Ana Paula confessou ter queimado o sofá onde o corpo foi encontrado e limpado o local com água, com ajuda de sua irmã Roberta, reforçando que a morte não foi um “acaso”.

Ana Paula também admitiu o homicídio encomendado de Neil Corrêa da Silva, motivado por ganhos financeiros. O crime envolveu o uso de alimento envenenado (“batida no feijão”), e a vítima teria consumido apenas duas colheres antes de desmaiar. Após o envenenamento, a investigada ateou fogo no carro da vítima para criar tumulto.

As comunicações recuperadas, tanto de Ana Paula quanto de sua irmã Roberta, revelaram planejamento detalhado e divisão de tarefas. Para o homicídio de Neil, elas utilizavam um código chamado “TCC” (Trabalho de Conclusão de Curso) para se referir à execução do crime. As irmãs também discutiam valores em espécie para dificultar rastreamento financeiro e demonstraram frieza ao tratar com deboche a morte da filha de Neil, apelidada de “gato da Michelle”.

Em relação à morte de Maria Aparecida Rodrigues, Ana Paula usou a linha telefônica da vítima para enviar ameaças a terceiros, tentando incriminar outras pessoas pelos crimes. Ela também admitiu ter enviado mensagens ameaçadoras a Gislene, usando o nome de Cristiane, esposa de Diego Sakaguchi Ferreira, com o objetivo de assustar e direcionar a investigação para terceiros.

Quanto à morte de Hayder Mhazres, Ana Paula e Roberta planejaram o crime por chantagem patrimonial, monitorando a vítima em tempo real e demonstrando frieza emocional ao retomarem temas banais minutos após o óbito. Ana Paula ainda chegou a simular uma gravidez para pressionar a vítima e enviou mensagens ameaçadoras.

Outras evidências

Foram apreendidos celulares de Ana Paula e determinada a quebra de sigilo dos dados telefônicos. Durante buscas em sua residência, a Polícia encontrou “chumbinho” (substância altamente tóxica), compatível com as investigações sobre envenenamento. Materiais gráficos e bilhetes foram coletados para perícia e confronto com as provas obtidas.

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